Seu corpo, suas regras?

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Por Thais Oliveira

“Meu corpo, minhas regras.” Quem nunca ouviu esse slogan antes? Mas qual o significado destas quatro palavras?

Numa época em que o feminismo está em alta devido ao acesso de informação na internet, o hype do feminismo facilitado pelas redes sociais digitais que deuCamille Paglia é contra a Marcha das Vadias__Não se chame de vadia a não ser que você estejapreparada para viver e se defender como tal_, diz ela (1) vazão do tema  ao mainstream com o movimento da Marcha das Vadias, se manifesta com palavras de ordem: “Meu corpo, minhas regras”. Com campanhas publicitárias para temas relacionados ao aborto, parto humanizado, violência contra a mulher, assédio nas ruas, cantadas e exposição do corpo feminino na publicidade em geral, e, principalmente, no Carnaval, quando a  vinheta da mulata nua de corpo pintado dançando na televisão é destaque nacional e internacional. Bom! Hoje melhorou um pouquinho, está mais vestida, mas era o que marcava o início do Carnaval.

Você deve está pensando: “De nada adianta saber, já foi pior!” E quando se toca no assunto, muita gente fala que é repressão sexual como traços de uma falsa moralidade.  E assim, quem quer conquistar admiração, passa a expressar a sexualidade expondo o corpo com a aceitação espontânea de sexo desaprovado pelo padrão universal, sendo visto ou classificado indefinidamente como alguém com expressão libertadora. No passado, quando  muitas mulheres sentiam vergonha em  expor o corpo na praia, aquelas que participavam de desfiles de  escolas de samba eram consideradas ousadas e subversivas. Tal comportamento manifestado por tais mulheres passavam a ideia de liberdade.

No que toca a atmosfera de liberação sexual, indaga-se dentro do âmago de uma outra classe: Essa forma de manifestar a sexualidade na verdade não é uma objetificação da mulher como mercadoria de consumo?   Acredito que foi por isso que a propaganda da emissora de TV passou a deixar a mulata mais cobertinha.

Primeiro, precisamos reconhecer que é comum que muitas pessoas tenham problemas relacionados ao corpo que perturbam a mente. Seja o aborto, o entretenimento com drogas,  a vontade de cometer suicídio, a prostituição, a amputação voluntária ou a cirurgia de mortificação de gênero.

Dentro destas questões, tais palavras “Meu corpo, minhas regras” é o que irá  determinar aquilo que você acredita e de que lado destes debates você se encontra.

A realidade dos fatos é que o ser humano jamais é livre se for dominado pelas compulsões. Suas ações não podem ser motivadas por forças sociais que vão além da sua vontade. Se você se considera um ser autônomo neste sentido, com força de vontade, tendência para afirmar aquilo que você quer de fato, não pode ser escravo de seus desejos.

Já pelo contrário, você se considera um ser humano realmente livre, racional em determinadas situações, livre dos impulsos dos instintos, terá que obter uma educação virtuosa. Você precisa ser educado para controlar sua natureza, seus impulsos, etc., longe de ser uma educação liberal que motiva a pessoa a seguir sua vontade e seus impulsos instintivos.

Quando a sociedade diz que o indivíduo é livre para seguir tudo o que ele deseja, desde que não machuque ninguém, é uma sociedade que forma um indivíduo moralmente fraco. A pressão  quanto ao consumo ou à sedução sexual mediante ao eixo do liberalismo é algo que jamais poderá ser contida por um bloqueio ou disciplina dos desejos.

Obviamente que diante do feminismo machista, que nega o feminino para afirmar a mulher,  o que mais choca é que a mulher só é emancipada quando adota um comportamento dos defeitos dos homens.

Ser uma pessoa meiga, suave, doce e feminina com vocação para acolher e gerar vida são sinais de fraqueza. É terrível quando se fala que a exaltação de tais comportamentos inerentes à mulher é ideologia alienante e coisa de opressores ou de machistas  querendo posar de santo.

Não se deixe enganar, uma ideologia que enaltece o prazer a qualquer preço só gera desordem na sociedade do lazer irresponsável que não alcança nada além do fracasso.

Se você procurar o livro de Aldous Huxley, Admirável Mundo Novo, verá que o  liberalismo não apenas permite, como dá estimulo e entrega de mãos beijadas toda sorte de prazeres, tais quais sexo livre, drogas, viagens e bens de consumo, desde que você  não procure questionar e nem pensar.

Your body your rules?

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

“My body my Rules.” Who has never heard this slogan before? But what do these four words mean?

At a time when feminism is on the rise due to access to information on the internet, the hype of feminism facilitated by digital social networks that gave rise to the mainstream theme with the March of Sluts movement, manifests itself with slogans: “My body, my rules ”. With advertising campaigns for themes related to abortion, humanized childbirth, violence against women, harassment in the streets, singing and exposure of the female body in advertising in general, and, mainly, at Carnival, when the vignette of a naked mulatto with a painted body dancing in the television is a national and international highlight. Good! Today she improved a little, she is more dressed, but that was what marked the beginning of Carnival.

You must be thinking: “There is no point in knowing, it was worse!” And when it comes to the subject, many people say that it is sexual repression as traces of a false morality. And so, whoever wants to gain admiration, starts to express sexuality by exposing the body with the spontaneous acceptance of sex disapproved by the universal standard, being seen or classified as indefinitely as someone with liberating expression. In the past, when many women were ashamed to expose their bodies on the beach, those who participated in samba school parades were considered bold and subversive. Such behavior manifested by such women conveyed the idea of ​​freedom.

As far as the atmosphere of sexual liberation is concerned, one wonders within the core of another class: Isn’t this way of manifesting sexuality really an objectification of women as consumer goods? I believe that is why the TV station’s advertising started to make the mulatto woman more covered.

First, we need to recognize that it is common for many people to have problems related to the body that disturb the mind. Be it abortion, entertainment with drugs, the desire to commit suicide, prostitution, voluntary amputation or surgery for gender mortification.

Within these questions, such words “My body, my rules” are what will determine what you believe and which side of these debates you are on.

The reality of the facts is that the human being is never free if he is dominated by compulsions. Their actions cannot be motivated by social forces that go beyond their will. If you consider yourself an autonomous being in this sense, with willpower, a tendency to affirm what you really want, you cannot be a slave to your desires.

On the contrary, you consider yourself a truly free human being, rational in certain situations, free from instinctual impulses, you will have to obtain a virtuous education. You need to be educated to control your nature, your impulses, etc., far from being a liberal education that motivates a person to follow his will and instinctual impulses.

When society says that the individual is free to follow whatever he wishes, as long as he does not hurt anyone, it is a society that forms a morally weak individual. Pressure on consumption or sexual seduction through the axis of liberalism is something that can never be contained by a block or discipline of desires.

Obviously, in the face of sexist feminism, which denies the feminine to affirm the woman, what is most shocking is that the woman is only emancipated when she adopts a behavior of the defects of men.

Being a gentle, gentle, sweet and feminine person with a vocation to welcome and generate life are signs of weakness. It is terrible when it is said that the exaltation of such behaviors inherent to women is alienating ideology and something of oppressors or sexists wanting to pose as a saint.

Don’t be fooled, an ideology that praises pleasure at any price only creates disorder in the irresponsible leisure society that achieves nothing but failure.

If you look at Aldous Huxley’s book, Brave New World, you will see that liberalism not only allows, but gives all kinds of pleasures, such as free sex, drugs, travel and consumer goods, as long as don’t try to question or think.

Cibercultura e a “fusão de mundos”

 

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Por Thais Oliveira

Como a vida não é só deleite, estou torcendo para que chegue logo março e acabe com essa temporada de férias em minha cidade, por isso não aguentei e vim aqui exercitar aquilo que está arraigado em minha psique. Desenvolver um tema! Todos adoram falar, mas eu prefiro me comunicar.

Antes de tudo, é enriquecedor pesquisar em fontes confiáveis de vários repertórios de informação, para poder fornecer opinião válida. Isso não consiste em pesquisar só aqueles que pensam igual, mas pesquiso pessoas que pensam diferente de mim, esquecendo meus preconceitos.

Quando estudamos Cibercultura na perspectiva de Pierre Lévy, podemos perceber uma disputa de um ponto de vista por quem defende apenas um único lado de uma discussão causando interferência na  sociedade.

Ah! E na visão de Lévy, o ciberespaço levará a uma “reunificação da humanidade”, rompendo as barreiras geográficas, históricas, culturais e de classe.

Ele define cultura como sendo “uma fusão de mundos”, fruto de um impulso permanente do ser humano de inventar, imaginar e participar da criação.

É nesse complexo de redes afetivas, profissionais e culturais que surgem alguns problemas que deverão ser enfrentados. Como a cibercultura é formada pelas suas experiências, atitudes e valores, pode ditar também comportamentos. Esses comportamentos, geralmente ditados por influenciadores digitais, têm gerado tendências de conexões, interferindo cada vez mais nas formas de relacionamento entre as pessoas no mundo off line.

No livro de Pierre Lévy “O que é o virtual”, ele caracteriza o ciberespaço e a chamada “virtualização do computador”, pois em meio ao “tecnocosmo”, a máquina-computador não é o centro de tudo, mas apenas uma pequena parte de algo maior. Esse algo maior é a esfera virtual, dos hipertextos, dos textos sem território, das transformações constantes e linguagens diversas que é o próprio ciberespaço.

É claro que se nota a “solidão” nas ruas todos os dias. Não é de se admirar que muitos casais que saem para jantar, não conversem mais, estão com os olhos e mãos ocupadas no celular, os pais estimulam seus filhos a comerem vendo filminhos na tela do tablet,  sem nenhuma paciência para cuidar e educar,  há também aqueles que transferem o sentimento de estar  numa reunião íntima de amigos para as redes sociais e aplicativos numa satisfação possivelmente superior àquela de estar presente fisicamente, todos comungando da ideia de dar preferência ao smartphone como interface para relações sociais.

E assim, as trocas de mensagens escritas abreviadas, afim de simplificar a ortografia  que têm roubado a cena no ciberespaço – “esprimindo” a minha opinião “konservadora”, “vcx” “num” “axa” “q” “eh” uma grande falta de “lojica”?

Antes, eram apenas letras e alguns poucos caracteres para se expressar tudo o que se queria. Hoje, a maioria das pessoas falam com os emoticons, pequenos símbolos utilizados para demonstrar variadas emoções associadas aos textos escritos, mas não se sabe a real emoção de quem está do outro lado.

Se usarmos a cabeça para pensar, fica até confuso definir onde o ciberespaço é a continuidade da vida externa às redes ou, quem sabe, pura fantasia.

E o que poderia falar é que com toda essa confusão, a cultura geral está sendo profundamente alterada a partir da cultura específica do ciberespaço, num movimento claro que generaliza os comportamentos específicos de cada pessoa.

Alguns com vocação tagarela são estimulados a emitir opiniões sobre tudo, afirmando que todas as  pessoas são iguais,  e todas são capazes de se tornarem formadoras de opinião.

Todos acreditam serem capazes de desenvolver pensamentos profundos sobre o mundo, tal como discursado por Ortega e Gasset, gerando a ilusão de opiniões banais com ares cultos.

Com a cibercultura, a essência é “o universal sem totalidade”, que ele caracteriza da seguinte forma: “Quanto mais o ciberespaço se amplia, mais ele se torna “universal”, e menos o mundo informacional se torna totalizavél. O universal da cibercultura é vazio, sem conteúdo particular.

Na verdade, vale mencionar o que se percebe, falta de pensamento próprio na democracia, uma vez que é fácil assumir como verdade o que a maioria em sua volta falar, é daí que surge a opinião pública.

Cyberculture and the “fusion of worlds”

By  Thais Oliveira (Thais Rocholi)

As life is not just a pleasure, I am hoping that March will come soon and end this holiday season in my city, so I couldn’t stand it and came here to exercise what is ingrained in my psyche. Develop a theme! Everyone loves to talk, but I prefer to communicate.

First of all, it is enriching to search in reliable sources of various repertoires of information, in order to provide a valid opinion. This does not consist of researching only those who think the same, but I search for people who think differently from me, forgetting my prejudices.

When we study cyberculture from the perspective of Pierre Lévy, we can perceive a dispute from a point of view by those who defend only one side of a discussion causing interference in society.

Ah! And in Lévy’s view, cyberspace will lead to a “reunification of humanity”, breaking down geographical, historical, cultural and class barriers.

He defines culture as “a fusion of worlds”, the result of a permanent impulse by human beings to invent, imagine and participate in creation.

It is in this complex of affective, professional and cultural networks that some problems arise that must be faced. As cyberculture is formed by its experiences, attitudes and values, it can also dictate behaviors. These behaviors, generally dictated by digital influencers, have generated trends in connections, increasingly interfering in the forms of relationships between people in the offline world.

In Pierre Lévy’s book “What is the virtual”, he characterizes cyberspace and the so-called “computer virtualization”, because in the midst of “technocosm”, the computer-machine is not the center of everything, but only a small part of something bigger. That something bigger is the virtual sphere, of hypertexts, of texts without territory, of the constant transformations and diverse languages ​​that is cyberspace itself.

Of course, you can notice the “loneliness” in the streets every day. It is no wonder that many couples who go out to dinner, do not talk anymore, have their eyes and hands busy on their cell phones, parents encourage their children to eat by watching movies on the tablet screen, without any patience to care and educate, there are also those who transfer the feeling of being in an intimate meeting of friends to social networks and applications in a satisfaction possibly higher than that of being physically present, all sharing the idea of ​​giving preference to the smartphone as an interface for social relations.

And so, the exchange of abbreviated written messages, in order to simplify the spelling that has stolen the scene in cyberspace – “esprimindo” a minha opinião “konservadora”, “vcx” “num” “axa” “q” “eh” uma grande falta de “lojica”?

Before, they were just letters and a few characters to express everything you wanted. Today, most people speak with emoticons, small symbols used to demonstrate various emotions associated with written texts, but the real emotion of those on the other side is not known.

And what I could say is that with all this confusion, the general culture is being profoundly changed from the specific culture of cyberspace, in a clear movement that generalizes the specific behaviors of each person.

Some with a chatty vocation are encouraged to express opinions on everything, stating that all people are equal, and all are capable of becoming opinion makers.

Everyone believes capable of developing deep thoughts about the world, as spoken by Ortega and Gasset, generating an illusion of banal opinions with cults.

With a cyberculture, an essence is “the universal without skills”, which he presents as follows: “The more cyberspace expands, the more it becomes” universal “and the less the information world becomes totalizable. The universal of cyberculture is empty, with no particular content.

In fact, it is worth mentioning or disregarding, lack of self-thinking in democracy, since it is easy to accept as truth or that the majority around them speak, this is where a public opinion arises.

Preocupações mundiais sobre o Coronavírus

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Por Thais Oliveira

Na última semana, recebemos a notícia de que um vírus está afetando a população de Wuhan na China com surto mundial, tendo ocorrido o primeiro caso em 30 de dezembro do ano passado. Quando o governo central percebeu a gravidade do problema, já era tarde, muitas pessoas já haviam saído da cidade e o vírus se espalhou pela China inteira, sobretudo no ano novo Chinês, quando muitos chineses se visitam.

O coronavírus é uma doença bastante agressiva, um germe que está presente nos animais e que afeta o sistema respiratório das pessoas,  este é o sétimo tipo de coronavírus que se espalha, os sintomas são parecidos com os da gripe, mas ainda se tem poucas informações sobre a doença que em geral se apresenta com: febre, tosse, falta de ar, dificuldade para respirar, problemas gástricos e diarreia.

Ao mesmo tempo que isso acontece na China, a população mundial fica em alerta, sobretudo os mercados internacionais que podem deixar os produtos mais caros. Por medidas de precaução, é importante acompanhar as informações, apesar do vírus ainda não ter sido confirmado que chegou ao Brasil.

As medidas de isolamento da população, bem como a diminuição da produção da indústria chinesa acaba por reduzir a oferta de produtos de consumo, tornando-os mais caros dada à escassez. Mas isso não significa que seja totalmente prejudicial comprar da China.

Se você comprou produtos da China e teme a contaminação, saiba que como diriam os médicos infectologistas,  o vírus fora do corpo é muito difícil de sobreviver, apesar de não ter relatos de pesquisas no momento, mas o vírus para sobreviver irá depender da temperatura de 24 graus constante e umidade. Na roupa é raro que o vírus sobreviva, no máximo um dia. Se você comprou um equipamento metálico e não corrosivo, aconselho fazer uma limpeza com um pouco de cloro diluído com detergente, álcool 70 ou expor em luz ultravermelha. O mundo terá muito trabalho a fazer, mas felizmente, há como evitar que o vírus se espalhe.  Alguns especialistas do Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, desenvolveram um aplicativo que faz o monitoramento num mapa dos locais onde o vírus permanece, evitando assim que a doença se propague.

E se isso não for suficiente, eu pessoalmente sugiro algumas regras básicas para evitar contaminação, comece  a incluir no hábito diário a lavagem das mãos quando estiver em lugar público, antes do consumo de qualquer alimento ou se não tiver ao seu alcance uma pia com água corrente, use o álcool gel. Ao chegar em casa  tente cultivar os mesmos hábitos, mas principalmente, o de tomar banho antes da refeição. Apresentou tosse, cubra a boca ao tossir e depois desinfete suas mãos ao se dirigir para cumprimentar alguém. Lembre-se de procurar um médico se manifestar os sintomas acima.

Worldwide concerns about Coronavirus

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

Last week, we received the news that a virus is affecting the population of Wuhan in China with a worldwide outbreak, with the first case occurring on December 30 last year. When the central government realized the seriousness of the problem, it was too late, many people had already left the city and the virus spread throughout China, especially in the Chinese New Year, when many Chinese  came to visit.

Coronavirus is a very aggressive disease, a germ that is present in animals and that affects people’s respiratory system, this is the seventh type of coronavirus that spreads, the symptoms are similar to those of the flu, but there is still little information about the disease that usually presents with: fever, cough, shortness of breath, difficulty breathing, gastric problems and diarrhea.

At the same time that this happens in China, the world population is on alert, especially the international markets that may make products more expensive. For precautionary measures, it is important to monitor the information, although the virus has not yet been confirmed to have arrived in Brazil.

The measures of isolation of the population, as well as the decrease in the production of Chinese industry ends up reducing the supply of consumer products, making them more expensive due to the scarcity. But that does not mean that it is totally harmful to buy from China.

If you bought products from China and fear contamination, know that as infectious disease doctors would say, this virus is very difficult to survive outside the body, although there are no research reports at the moment, but the virus to survive will depend on the temperature of 24 degrees constant and humidity. In clothing it is rare for the virus to survive for a maximum of one day. If you bought metallic and non-corrosive equipment, I advise you to clean it with a little chlorine diluted with detergent, 70 alcohol or expose it in ultra-red light. The world will have a lot of work to do, but luckily, there is a way to prevent the virus from spreading. Some experts at the Center for Science and Systems Engineering at Johns Hopkins University in the United States have developed an application that monitors a map of the locations where the virus remains, thereby preventing the disease from spreading.

And if that is not enough, I personally suggest some basic rules to avoid contamination, start including hand washing in your daily habit when you are in a public place, before consuming any food or if a sink with running water is not around reach, use gel alcohol. When you get home, try to cultivate the same habits, but especially by taking a shower before a meal. You had a cough, cover your mouth when you cough and disinfect your hands when greeting someone. Remember to see a doctor if you experience the above symptoms.

Vita brevis, ars longa

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Por Thais Oliveira

Sejamos sinceros, uma situação como essa não precisa de um assombro de uma pobre cronista: Uma coisa é transpirar, outra é ter o desodorante vencido por causa do suor. E na era do Google ninguém precisa sair pagando  mico por aí!

Uma pergunta de um interessante rapaz que chegou de Petrópolis e que  julguei ser bastante conveniente dar algumas respostas, que darão talvez o sabor da atualidade.

– Você é conservadora?

Respondi: Sim,  prego e pratico as doutrinas conservadoras.

– O que você tem estudado?

– Pouquinha coisa: português, inglês, francês, a bíblia, história da arte, filosofia, astronomia… não sei se esqueci de mais alguma coisa.

– E você tem tempo para tudo isso?

– Como não teria? Além disso eu faço academia e pratico tiro ao alvo, que são as minhas capturas de imagens de aves!

– E de todas essas disciplinas, quais você acha mais importante?

– O português para uma comunicação garantida! Mas a matéria é tão grande que nem vale a pena me matar por sabê-la toda. Para te falar a verdade estou escrevendo um artigo sobre história da arte, o tema  complica um pouco, pois  diz respeito à Capela Sistina, com uma situação problema que perturba qualquer um: Por que o papa Julio II insistiu em contratar Michelangelo para pintar o teto da Capela Sistina, sabendo de sua fama  sobre pintar a anatomia do corpo humano e depois de realizado o trabalho contratou outra pintora de menor prestígio para cobrir a nudez?

A resposta do moço perspicaz e por isso mesmo impressionante com seus impulsos emotivos em conflito com a razão foi:

-Ah! O papa devia ter tido um “caso” com esse cara, não deve ter dado certo e para não sair em tantos jornais ele contratou a pintora de menor prestígio para cobrir a nudez!

Nesse momento meu coração ficou sensível à despedida, quase lamentando:

– Preciso ir… quem sabe nos veremos outra vez! Vita brevis, ars longa!

Vita brevis, ars longa

By Thais Rocholi

Let’s face it, a situation like this does not need the amazement of a poor chronicler: It is one thing to sweat, it is another to have the deodorant expired because of the sweat. And in the age of Google, no one has to go out paying blunder!

A question from an interesting young man who arrived from Petrópolis and who I thought was very convenient to give some answers, which will perhaps give the flavor of the present.

– Are you conservative?

I replied: Yes, I preach and practice conservative doctrines.

– What have you been studying?

– Little thing: Portuguese, English, French, the Bible, art history, philosophy, astronomy … I don’t know if I forgot anything else.

– And do you have time for all this?

– How could I not? In addition I do gym and practice target shooting, which are my captures of images of birds!

– And of all these disciplines, which ones do you think are most important?

– Portuguese for guaranteed communication! But the story is so big that it’s not even worth killing me for knowing it all. To tell you the truth, I am writing an article on art history, the topic complicates a little, as it concerns the Sistine Chapel, with a problem situation that upsets anyone: Why did Pope Julius II insist on hiring Michelangelo to paint the ceiling from the Sistine Chapel, knowing his fame about painting the anatomy of the human body and after the work was done, did he hire another less prestigious painter to cover his nudity?

The perceptive and therefore very impressive boy’s response with his emotional impulses in conflict with reason was:

-Ah! The pope should have had an “affair” with this guy, it must not have worked and in order not to be in so many newspapers he hired the less prestigious painter to cover his nudity!

At that moment my heart was sensitive to the farewell, almost regretting:

– I have to go … maybe we’ll see you again! Vita brevis, ars longa!

Diga-me de que mídia você gosta, que te direi quem és!

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Por Thais Oliveira

Pessoas sábias sabem que ver televisão não é uma boa opção, por mais que o assunto abordado seja atraente.  Em meu último artigo publicado à uma semana, falei sobre “Cultura e Identidade”, falei sobre como se define uma cultura, bem como o desenvolvimento humano e o enobrecimento das nossas maneiras de pensar.

Tive a ideia de escrever mais sobre o assunto, pois muitos de vocês me responderam positivamente, então aqui estou eu, mais uma vez com o tema.

Como você que me acompanha sabe, tenho uma posição bem definida e tudo o que eu escrevo é realmente aquilo que eu acredito e adoto em minha visão de mundo.

A cultura  tem  vários  significados, pode ser um sinônimo de erudição ou um substantivo de  ser uma pessoa culta e  isso  significa também a busca pelo conhecimento, demonstrando seu refinamento social.

Há quem considere a cultura como tudo aquilo que está por trás dos costumes e  das  atitudes.  Vale mencionar que  devido às atitudes  que são transmitidas pela televisão, muitas pessoas são motivadas a agregar em suas vidas valores  e  formas culturais daquilo que passa na TV. E  ao repetir o comportamento são influenciados  com  suas  propagandas,  programas dentro de  uma comunicação  unilateral,  anterior  a  TV  Digital.

Obviamente, não sou a única a afirmar, mas as pessoas que assistem televisão têm mais desinteresse na vida política e mais interesse em entretenimento, o que em geral não são capazes de gerar uma reflexão, embora tais pessoas acompanhem os noticiários.

A televisão produz comunicação em série para atingir um grande  número  de  indivíduos. Numa  visão  de fim de mundo, há uma transformação da cultura em mercadoria para nivelar as massas.

Seria ingênuo pensar que o poder nos deixe com liberdade de expressão. A mídia é a principal ferramenta dessa liberdade e a televisão é hoje, de longe, a mais popular.  Um objeto de propaganda e manipulação em que as informações entregues aos brasileiros são, portanto, estritamente controladas, mesmo que a censura não esteja mais na agenda.

Assim, o mundo se transforma numa grande rede na qual as trocas simbólicas remetem vários sentidos e a intensidade com que a mídia interfere na sociedade gera características que formam identidades.

Não é de hoje que muita gente tem curiosidade sobre o que fazem astros e estrelas da mídia e nunca vi tantas pessoas interessadas em ser como um desses famosos.

Fofocas, intrigas, intimidade… Não é de estranhar que tudo é publicado. Não só na televisão, mas também na internet para quem desejar conferir.

Para o semiólogo francês François Jost autor do livro “Seis lições sobre a televisão”, a televisão é a câmera registradora das aspirações da sociedade que passa a evoluir mais ou menos no mesmo ritmo que esta.

Os  brasileiros são tratados como imbecis, ansiosos por informações irrelevantes e apaixonados pelo vácuo sideral de informações. Essa mediocridade se baseia num argumento mentiroso: as televisões dariam aos telespectadores o que eles pedem!!

Já perguntaram  para você o que você quer? Para muitas pessoas não importa e muitos até gostam porque se sentem importantes! Ah! Ainda bem que as pessoas mudam com o passar do tempo.

Mas deixando de lado essas ditaduras midiáticas, é absolutamente importante que entendamos que a verdadeira cultura não traz inteligência, mas pode tornar você melhor. Você pode ser muito inteligente e absolutamente estúpido e esnobe! Por outro lado, conheço um jardineiro que nunca saiu de sua cidade e que é um homem muito culto. A cultura verdadeira não está na moda, ela se distancia daquilo que os pequenos grupos dominantes valorizam. A cultura verdadeira é aquela que é de acordo com os valores nobres.

Tell me what media you like, I’ll tell you who you are!

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

Wise people know that watching television is not a good option, however attractive the subject is. In my last article published a week ago, I talked about “Culture and Identity”, I talked about how a culture is defined, as well as human development and the ennoblement of our ways of thinking.

I had the idea to write more about it, because many of you answered me positively, so here I am once again with the topic.

As you with me know, I have a well-defined position, and all I write is really what I believe and embrace in my worldview.

Culture has several meanings, it can be a synonym of scholarship or a noun of being a cultured person and this also means the search for knowledge, demonstrating its social refinement.

There are those who regard culture as all that is behind customs and attitudes. It is worth mentioning that due to the attitudes that are transmitted by television, many people are motivated to add in their lives values ​​and cultural forms of what happens on TV. And by repeating the behavior they are influenced by their advertisements, programs within unilateral communication, prior to Digital TV.

Obviously, I am not alone in saying this, but people who watch television have more disinterest in political life and more interest in entertainment, which they are generally not able to generate reflection, although such people follow the news.

Television produces serial communication to reach large numbers of individuals. In a world-end view, there is a transformation of culture into commodity to level the masses.

It would be naive to think that power leaves us with freedom of speech. The media is the main tool of this freedom and television is by far the most popular today. An object of advertising and manipulation in which the information delivered to Brazilians is, therefore, strictly controlled, even if censorship is no longer on the agenda.

Thus, the world becomes a large network in which symbolic exchanges refer to various meanings and the intensity with which the media interferes in society generates characteristics that form identities.

It’s not that many people are curious about what media stars do today, and I’ve never seen so many people interested in being like one of those famous.

Gossip, intrigue, intimacy … It is not surprising that everything is published. Not only on television, but also on the internet for those who want to check it out.

For the French semiologist François Jost, author of the book “Six lessons on television”, television is the camera that records the aspirations of society that starts to evolve at about the same pace as this one.

Brazilians are treated like imbeciles, eager for irrelevant information and passionate about the sidereal vacuum of information. This mediocrity is based on a lying argument: televisions would give viewers what they ask for !!

Have you ever been asked what you want? For many people it doesn’t matter and many even like it because they feel important! Ah! Thankfully, people change over time.

But setting aside these media dictatorships, it is absolutely important that we understand that true culture does not bring intelligence but can make you better. You can be very smart and absolutely stupid and snobbish! On the other hand, I know a gardener who never left his city and who is a very learned man. True culture is not in fashion, it distances itself from what small dominant groups value. True culture is one that is in accordance with noble values.

Final de tarde um Café…

Sempre faço esse bolo com textura de derreter na boca quando de última hora aparece alguém em minha casa. O segredo? É que fica gostoso comê-lo a qualquer hora do dia. Tem quem goste de colocar recheio, mas como é de amendoim, o sabor já se sobressai bastante e não há necessidade de recheio. A massa fica molhadinha e bem leve, exala aroma na vizinhança! Coma sem culpa com uma xícara de café amargo!

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Cultura e Identidade

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@thaisrocholi

 

Por Thais Oliveira

Embora a utilização do termo “cultura” no sentido figurado tenha se dado no início do século XVIII, sendo mais frequentemente usado, primeiramente acompanhado de outros termos como “cultura das artes”, “cultura das letras”, “cultura das ciências”, colocando em evidência  a coisa que estava sendo cultivada,  depois passou-se  a dar o significado de “formar” e  “educar”  o espírito. Com o passar do tempo houve um movimento inverso em que o significado de “cultura” deixa de ser  ação (ação de instruir) e passa a ser estado de espírito cultivado pela instrução.

Se formos analisar o livro “Ideologia e Cultura Moderna” do sociólogo americano John Thompson, no início do século XIX, a palavra “cultura” era considerada um sinônimo ou em outras vezes estava em contraste com “civilização”, termo adotado na França e na Inglaterra no fim do século XVIII que caracterizava o desenvolvimento humano, um movimento em direção ao refinamento e à ordem, oposto à barbárie e à selvageria.

Há quem pense que nasceu com a cultura, mas não se nasce com a cultura, embora dependa da capacidade natural do ser humano. Tudo o que sei sobre cultura foi lendo livros de sociologia, antropologia e literatura, maioria também da cultura que procuro adquirir através de pessoas simplesmente incomuns com quem me identifico para compor minhas relações sociais.  Pessoas otimistas e carismáticas que sempre me dão forças para escrever um artigo como esse. Meu obrigada não é suficiente para expressar minha gratidão. Em geral, passo horas pesquisando e me nutrindo de música instrumental. Uma forma fácil de relaxar para produzir! A cultura é passada através da essência de uma herança social.

Se vive e se convive com a cultura,  que através da imersão pode ser imitada. Tudo o que adquirimos de uma cultura não vem apenas do mundo exterior à nossa volta, mas de tudo o que internalizamos.

A cultura é um desenvolvimento gradativo que enobrece as faculdades humanas, são os resíduos que ficam de tudo o que aprendemos e esquecemos com o passar do tempo. Todo  intelectual que manifesta sua cultura possui traços como a sinceridade, a profundidade e a espiritualidade.

Logo, a cultura se manifesta na vida das pessoas de forma consciente, mas completamente subliminar.

E nesse enraizamento estão os conhecimentos, internalização de valores morais, éticos, estéticos, seu papel na sociedade, suas atividades etc.

Recapitulando, a cultura está dentro e fora de nós. Isto não quer dizer que a cultura faça produção em série e que todo mundo num determinado lugar é igualzinho. Podemos pensar a linguagem como nossas formas particulares de falar, seja  o tom, a gravidade, a altura, o ânimo ou falta dele, as formas de gesticular quando se  fala,  o tipo de vocabulário etc. Mas essas características não são tão pessoais  que sejam absolutamente exclusivas  para que não sejamos compreendidos. O conjunto de hábitos culturais é o que nos aproxima de pessoas que pensam como nós.

A nossa maneira de enxergar o mundo está intrinsecamente ligada aquilo que chamamos de cultura; a cultura está fundamentada na possibilidade de simbolizar e de denotar sentido. Cada sociedade edifica e passa para as próximas gerações a visão de mundo em que se vive, nasce e morre.

Culture and Identity

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

Although the use of the term “culture” without figurative meaning was given in the early eighteenth century, it was most often used, followed by other terms such as “culture of the arts”, “culture of letters”, “culture of sciences”, showing in evidence of something being cultivated, then it came to give the meaning of “forming” and “educating” the spirit. Over time, there was a reverse movement in which the meaning of “culture” leaves action (instruction) and becomes a state of mind cultivated by instruction.

If we analyze the book “Ideology and Modern Culture” by the American sociologist John Thompson, in the early 19th century, the word “culture” was considered a synonym or at other times it was in contrast to “civilization” a term adopted in France and England at the end of the 18th century that characterized human development, a movement towards refinement and order, as opposed to barbarism and savagery.

There are those who think that they were born with culture, but are not born with culture, although it depends on the natural capacity of the human being. All I know about culture was reading books on sociology, anthropology and literature, most of which I try to acquire through simply unusual people with whom I identify to compose my social relationships. Optimistic and charismatic people who always give me the strength to write an article like this. My thanks is not enough to express my gratitude. I usually spend hours researching and nurturing myself on instrumental music. An easy way to relax to produce! Culture is passed through the essence of a social heritage.

One lives with culture, which through immersion can be imitated. Everything we acquire from a culture comes not only from the outside world around us, but from everything we internalize.

Culture is a gradual development that ennobles human faculties, culture is the remnant of all that we have learned and forgotten over time. Every intellectual who manifests his culture has traits such as sincerity, depth and spirituality.

Therefore, culture manifests itself in people’s lives consciously, but completely subliminally.

And in this rooting are knowledge, internalization of moral, ethical, aesthetic values, their role in society, their activities, etc.

To recap, culture is inside and outside of us. This does not mean that the culture does series production and that everyone in a given place is exactly the same. We can think of language as our particular ways of speaking, be it tone, gravity, height, mood or lack of it, ways of gesturing when speaking, the type of vocabulary, and so on. But these characteristics are not so personal that they are absolutely exclusive so that we are not understood. The set of cultural habits is what brings us closer to people who think like us.

Our way of looking at the world is intrinsically linked to what we call culture; culture is based on the possibility of symbolizing and denoting meaning. Each society builds and passes on to the next generations the worldview in which they live, are born and die.

Abominável mundo novo

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Por Thais Oliveira

Que tipo de tecnologia deixa você mais dependente? Estamos num momento histórico de acelerado desenvolvimento industrial. Bom, suponho que se refinarmos o nosso pensamento, vendemos ideias novas todos os dias. Do clips à  celulares com tecnologias 3D.   Se por um lado o desenvolvimento de tecnologia tem sido útil para a vida em sociedade, de outro lado há desigualdade e conflitos éticos e morais.

Existem, porém, alguns problemas. E um deles é que tecnologia significa poder! Sempre significou e sempre significará. De modo geral, detê-la e controlá-la significa,  assim dizer que é  gozar e controlar esse poder, e esse poder e controle infalivelmente terão de ser exercidos dentro de uma hierarquia, é claro, no sentido dos dominantes na direção dos dominados. Não há outro caminho lógico a se percorrer, em muitos aspectos, os detentores de tecnologias exploram e sempre explorarão aqueles que necessitam dela de alguma forma, considero que essas formas de dependências são diversas e constantes em nossas sociedades contemporâneas.

A intenção não é afirmar que as tecnologias não trouxeram ou nunca trazem benefícios para a humanidade,  pelo contrário, elas trouxeram muitos benefícios e melhorias para nossa qualidade de vida e para a própria vida se formos pensar em saúde e longevidade, isso é fato, mas também nos trouxeram calamidades terríveis, como caos ambiental e armas nucleares.

Mas por que será que não usamos as tecnologias para causas socioambientais?  É meio  desconcertante falar, mas é preciso usar a cabeça e falar: não detemos tecnologia alguma. Geralmente alugamos o direito de consumi-la, e nada mais.

Tecnologias são protegidas por patentes industriais internacionais que dão garantia ao detentor o direito de explorá-las por um determinado tempo.

Tudo o que consumimos são concessões e patentes, cujo custeio econômico sempre recai nas populações consumidoras.

Assim, só consome tecnologia quem pode pagar por ela. E talvez deva falar que poucas pessoas podem gozar das regalias tecnológicas.

Tenho uma teoria, um hábito para viver bem num mundo tecnológico, que deve começar respeitando a nossa humanidade, o  nosso corpo biológico, combatendo o caos ambiental, ir em busca de fontes renováveis de energia limpa, além de incluir na vida uma forma mais sustentável de consumo, como alguns desafios que nos esperam ao longo deste ano e dos próximos que virão.

Precisamos de música

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@thaisrocholi

Por Thais Oliveira

Queridos leitores, adoro misturar música aos meus textos. Meu caso de amor com a música começou no ensino fundamental, quando eu tinha 10 anos e fui apresentada à essa arte. Jazz e música clássica eram meus ritmos preferidos. Eu simplesmente adorava meu professor de música que era meu avô. Ele morou muitos anos em Portugal e também me estimulou a estudar espanhol. Foram 4 anos de aulas de música e espanhol, tinha ótimas notas e sonhava em me tornar professora. É só pensar em música que ouço jazz e música clássica em meus ouvidos. Meus textos acabam em canção.

Irei falar sobre um dos fenômenos culturais mais notáveis do século, o jazz. A tradição do jazz não consiste apenas em sons produzidos por uma determinada combinação de instrumentos tocados, mas por músicos brancos, negros, americanos ou não. Na verdade, sou uma entusiasta que ouve por hobby e paixão. É uma linguagem bastante exótica que expressa sensações que devem ser discutidas e levadas à sério. O jazz não apenas se desenvolveu como uma linguagem da música popular, mas como um tipo de arte sofisticada.

A voz do jazz é a voz comum, não educada e seus instrumentos são tocados como se fossem essas vozes. Uma tal aventura, onde  qualquer som emitido por um instrumento é legítimo e esse exercício pode fazer você querer escrever mais sobre a cultura. Interessante notar que King Oliver de um modo não muito amigável dos integrantes de sua banda só falava com eles através da corneta.

O jazz é  hoje o que os músicos individuais fizeram dele, nenhum mais importante do que  o outro, pois cada músico tem a sua voz própria. Há muitos bons trompetistas  que é quase impossível mencionar todos, mas de alguma forma devo citar alguns inovadores como Tommy Ladnier, Charles Shavers, Miles Davis e Bunny Berigan.

Para mim, a música foi o começo de um compromisso de vida inteira com o bem-estar físico e mental, o marco de minha apreciação com a boa música. Se eu falar para você que quase li ou quase me apaixonei ou quase ouvi, isso é o mesmo que dizer que não li, não me apaixonei e também não ouvi.

Diante do ritmo de vida moderna, buscamos o acerto com o objetivo sempre de ter sucesso, estamos sempre quase chegando lá, numa corrida rumo ao inalcançável, ao inatingível, num grande limbo de torpor. Assim, o equilíbrio deve ser cultivado gradualmente, não pode simplesmente ser uma imposição, muito longe disso, é um estado de alegria e presença.

O digital não apenas facilitou a produção e distribuição de música, mas também colocou vários desafios para o negócio, revolucionando  o acesso a qualquer gênero musical.

Então, vamos por partes, uma semana de cada vez, pois quando nos relacionamos com o ritmo espelhamos nossa relação com o mundo. Todos os empecilhos que colocamos em nossa vida são como espelhos de travas rítmicas, que nosso corpo e nossa mente devem superar com a música.

We need music

By Thais  Oliveira

Dear readers, I love mixing music with my texts. My love affair with music began in elementary school when I was 10 years old and introduced to this art. I simply adored my music teacher who was my grandfather. He lived in Portugal for many years and also encouraged me to study Spanish. I had 4 years of music and Spanish classes, had great grades and dreamed of becoming a teacher. Just think of music that I hear jazz and classical music in my ears. My texts end in song. I will talk about one of the most remarkable cultural phenomena of the century, jazz.

The jazz tradition consists not only of sounds produced by a particular combination of instruments played, but by white, black, American or otherwise musicians. Actually, I’m an enthusiast who listens for hobby and passion. It is a very exotic language that expresses sensations that must be discussed and taken seriously. Jazz has not only developed as a language of popular music, but as a kind of sophisticated art. The jazz voice is the ordinary, uneducated voice and its instruments are played as if they were those voices. Such an adventure where any sound made by an instrument is legitimate and this exercise may make you want to write more about the culture. Interestingly, King Oliver in a not very friendly way to his band members only spoke to them through the horn.

Jazz is today what individual musicians have made of it, neither more important than the other, as each musician has his own voice. There are many good trumpeters that it is almost impossible to mention all of them, but somehow I must name a few innovators like Tommy Ladnier, Charles Shavers, Miles Davis and Bunny Berigan.

For me, music was the beginning of a lifelong commitment to physical and mental well-being, the hallmark of my appreciation for good music. If I tell you that I almost read or almost fell in love or almost heard, that is to say that I did not read, did not fall in love, and I did not hear either.

Faced with the pace of modern life, we are always looking for success with the goal of success, we are almost there, in a race towards the unreachable, the unreachable with frustrations. So balance must be cultivated gradually, it cannot simply be an imposition, far from it, it is a state of joy and presence.

Digital not only made music production and distribution easier, but it also posed challenges for the business, revolutionizing access to any music genre.

So let’s go in pieces, one week at a time, because when we relate to the rhythm we mirror our relationship to the world. All the obstacles we put in our lives are like rhythmic lock mirrors that our body and mind must overcome with music.

Eduardo, seu atendente virtual!

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imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Certo dia recebi um enorme favor do Eduardo, ele mesmo se dispôs a se apresentar a mim sem que eu tivesse perguntado o nome: “Oi! Eu sou o Eduardo!”. Fiquei perplexa com a superioridade do atendimento, mas nunca por não ter ficado satisfeita com atendimento personalizado. Não respondi e escutei o Eduardo continuar sua apresentação: “Seu atendente virtual”. Dentro do mundo dos vivos ninguém pode imaginar de longe o efeito mágico produzidos por estas palavras cada vez que nos relacionamos com o atendente virtual!

Se antes já estava muda, agora não tinha dúvidas de que era isso que deveria fazer. Não sei se pelo conjunto de raras qualidades do Eduardo ou pela sua simpatia em tentar me distrair, embora não seja algo comum quando interajo com um humano.

O atendente virtual que falava comigo do outro lado com voz bonita e assertiva deu garantias de que meu telefone tinha sido detectado, mandando eu esperar para que ele acessasse meus dados, se você percebeu qualquer semelhança com George Orwell no livro 1984 é mera coincidência.  Eduardo faz barulho, bate nas teclas e depois de alguns segundos aparece assombrando com sua inigualável eficiência.

O mundo eletrônico muitas vezes parece conspirar contra nós, principalmente quando o Eduardo, uma espécie de ectoplasma eletrônico, não abre mão da compostura para enlouquecer os humanos. Mas de forma piedosa, mediante uma infinidade de Eduardos tem uma lei garantindo ao consumidor o direito de que em algum momento de seu telefonema de reclamação possa falar com um ser humano… E quer saber como chegar nesta opção? Uma vez de tantas em tantas tentativas e com o advento da pura tecnologia, desaparece o verdadeiro humano!

Eduardo, your virtual attendant!

By Thais Oliveira (Thais Rocholi)

One day I received a huge favor from Eduardo, he himself was willing to introduce himself to me without me asking his name: “Hello! I’m Eduardo! ”. I was perplexed by the superior service, but never because I was not satisfied with personalized service. I didn’t answer and I heard Eduardo continue his presentation: “Your virtual attendant”. Within the world of the living, no one can imagine from afar the magical effect produced by these words every time we interact with the virtual attendant!

If I was already silent, now I had no doubt that this was what I should do. I don’t know if it is due to Eduardo’s set of rare qualities or his friendliness in trying to distract me, although it is not common when I interact with a human.

The virtual attendant who spoke to me on the other side in a beautiful, assertive voice gave assurances that my phone had been detected, telling me to wait for him to access my data, if you noticed any resemblance to George Orwell in the 1984 book is purely coincidental. Eduardo makes noise, hits the keys and after a few seconds appears to be amazed with his unparalleled efficiency.

The electronic world often seems to conspire against us, especially when Eduardo, a kind of electronic ectoplasm, he does not give up his composure to drive humans crazy. But in a pious way, through a multitude of Eduardos, there is a law guaranteeing the consumer the right that at some point in their complaint call they can speak to a human being… nd you want to know how to get to this option? Once so many in so many attempts and with the advent of pure technology, the true human disappears!