O equilíbrio passa pela arte

Boécio e Filosofia – Mattia Pretti.

Por Thais Rocholi

Ouvimos música pelo prazer que ela nos proporciona, mas esse prazer depende apenas da nossa experiência como ouvintes que está relacionada a condição do momento em que dedicamos, de modo a transcender o estado da alma que abre-se para a verdade, a beleza e a bondade. E o que poderia estar mais próximo dessa experiência do que uma obra de arte? Uma obra de arte como a música traz o homem para uma realidade insuspeitada, que por trás dessa vida há muito mais.

Um texto muito convincente sobre música pode ser explorado no contexto da educação, no livro A República de Platão. A música é “mais soberana porque … o ritmo e a harmonia encontram seu caminho para o íntimo da alma e tomam conta dela com mais força … transmitindo graça, se alguém for devidamente treinado …” (A República). E aquele que é “devidamente educado em música perceberia … e se deliciaria com a beleza (música), e a levaria para sua alma de forma a promover seu crescimento” (A República).

A música é uma linguagem, e por ser uma forma de se expressar, existe música boa e ruim, o clássico é o permanente. Mozart, Bach, Beethoven são clássicos. As obras musicais têm uma estrutura expressiva poderosa o suficiente para impor estados emocionais comuns a um grande número de ouvintes, o que pode levar uma multidão inteira num uníssono emocional.

Um brinde com uma música cuja oferta é limitada, confere-lhe uma força de coesão social que é a essência da maioria das culturas do mundo, além de ser uma forma de ajudar a adquirir melhor memória verbal, precisão de pronúncia em um segundo idioma, habilidade de leitura e funções executivas. Nas raras ocasiões em que dedicamos tempo para apreciar uma música clássica, os benefícios são gerados por sua ação sistêmica em nosso cérebro e nosso corpo. A música clássica combina escuta, coordenação, habilidades motoras finas, concentração, sensibilidade e emoções.

Hoje há cantores que fazem muito sucesso, mas depois de um tempo desaparecem e caem em esquecimento. Ao contrário do que acontece, a finalidade da música clássica não é o apelativo instintivo, mas como obra de arte é o apelo anímico, cuja força pretende puxar para cima e não para baixo, uma verdadeira catarse, é o tipo de música que tira a rudeza e o lado bruto, mas interioriza e enriquece!

Aos gregos devemos uma gratidão enorme, pois foram eles que nos trouxeram respostas sobre o porquê a música refina, educa e moraliza. No livro Música como medicina – A história da musicoterapia desde a antiguidade, há relatos de que na Grécia Antiga, acreditava-se que a música tinha uma relação matemática com o Cosmos. Os antigos filósofos gregos já sabiam que a música poderia servir a um propósito terapêutico. Pacientes com problemas mentais eram frequentemente instruídos a ouvir a música calmante da flauta, enquanto aqueles que sofriam de depressão eram instruídos a ouvir música de dulcimer, para quem não conhece, é um instrumento medieval. Os santuários de cura na Grécia Antiga abrigavam tanto especialistas em hinos quanto médicos. Uma praga ocorreu em Esparta por volta de 600 a. C., e teria sido curada pela música de Thales. Curiosamente, os gregos usaram a música como o primeiro tratamento para uma ressaca do álcool.

Os escritos de Platão consideravam a música como “o remédio da alma”. A teoria da “correspondência” de Platão afirmava que a música mundana correspondia à musica humana. Em outras palavras, a “harmonia celestial da música das esferas” poderia ter um efeito positivo (ou negativo) nas “almas terrenas”. Assim como a música sofre uma ressonância, o corpo humano sofre um reequilíbrio, e dessa forma a música tem valor terapêutico. Se somos aquilo que consumimos, somos mais bem refinados naquilo que ouvimos, por isso, é bom pensarmos sobre a Doutrina Grega do Ethos, Platão disse: “A música é uma arte imbuída do poder de penetrar nas profundezas da alma”.

Aristóteles acreditava que a música tinha efeitos catárticos e poderia fornecer alívio de emoções negativas através da catarse, por isso percebia que os efeitos proporcionados cooperavam no alcance do bem-estar físico e mental.

E para finalizar, Johann Sebastian Bach, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwing van Beethoven e Michelangelo Buonarroti permanecem juntos no pico da cultura ocidental. Bach, assim como os outros, tinha inúmeras qualidades e, certamente, soube, como  ninguém, sincronizar o mundo terreno com o espiritual. Ele é o ponto culminante com a música barroca. Nenhum outro compositor teve a capacidade de realizar e perceber todas as possibilidades dentro de um determinado contexto musical.  Descendente de uma família de músicos, teve uma educação religiosa e formação erudita. Foi músico profissional, preocupado em sustentar uma família de 15 filhos. Homem de Deus, nasceu em Eisenach, onde seu pai era um respeitado violinista e violista. Logo, cresceu cercado de música.

Digamos que suas próprias qualidades formam a sua própria impressão e deixa lembranças, Bach tinha:

  • Crença e amor a Deus;
  • Paixão e compaixão;
  • Suprema maestria técnica;
  • Era um gênio melódico;
  • Na verdade, genialidade, pura e simples;
  • Convicção de que a música feita pelo homem almeja ser uma eufonia harmônica para a glória de Deus.

Agora corra atrás por sua conta e saiba mais sobre Bach!

L’équilibre passe par l’art

Thais Rocholi

Nous écoutons la musique pour le plaisir qu’elle nous procure, mais ce plaisir ne dépend que de notre expérience d’auditeur, qui est liée à la condition du moment que nous consacrons, afin de transcender l’état de l’âme qui s’ouvre pour la vérité, la beauté et la bonté. Et quoi de plus proche de cette expérience qu’une œuvre d’art? Une œuvre d’art comme la musique amène l’homme à une réalité insoupçonnée, que derrière cette vie il y a beaucoup plus.

Un texte très convaincant sur la musique peut être exploré dans le cadre de l’éducation, dans le livre La République de Platon. La musique est «plus souveraine parce que… le rythme et l’harmonie trouvent leur chemin dans l’âme et s’en occupent plus fortement… transmettant la grâce, si quelqu’un est correctement formé…» (La République). Et celui qui est «correctement éduqué en musique remarquerait… et se réjouirait de la beauté (la musique), et la prendrait dans son âme afin de favoriser sa croissance» (La République).

La musique est un langage, et parce que c’est une manière de s’exprimer, il y a de la bonne et de la mauvaise musique, le classique est le permanent. Mozart, Bach, Beethoven sont des classiques. Les œuvres musicales ont une structure expressive suffisamment puissante pour imposer des états émotionnels communs à un grand nombre d’auditeurs, ce qui peut entraîner une foule entière à l’unisson émotionnel.

Un cadeau musical dont l’offre est limitée, lui confère une force de cohésion sociale qui est l’essence même de la plupart des cultures du monde, en plus d’être un moyen d’aider à acquérir une meilleure mémoire verbale, une précision de prononciation dans une deuxième langue, des compétences en lecture et les fonctions exécutives. Dans les rares occasions où nous prenons le temps de profiter de la musique classique, les bienfaits sont générés par son action systémique sur notre cerveau et notre corps. La musique classique allie écoute, coordination, motricité fine, concentration, sensibilité et émotions.

Aujourd’hui, il y a des chanteurs qui ont beaucoup de succès, mais après un certain temps, ils disparaissent et tombent dans l’oubli. Contrairement à ce qui se passe, le but de la musique classique n’est pas l’appel instinctif, mais en tant qu’œuvre d’art, c’est l’appel de l’âme, dont elle entend tirer la force vers le haut et non vers le bas, une véritable catharsis, c’est le type de musique qui enlève l’impolitesse et le côté rugueux, mais intériorise et enrichit!

Nous devons aux Grecs une immense gratitude, car ce sont eux qui nous ont apporté des réponses sur les raisons pour lesquelles la musique raffine, éduque et moralisait. Dans le livre La musique comme médecine – L’histoire de la musicothérapie depuis l’Antiquité, il y a des rapports que dans la Grèce antique, on croyait que la musique avait une relation mathématique avec le Cosmos. Les philosophes de la Grèce antique savaient déjà que la musique pouvait avoir un but thérapeutique. Les malades mentaux étaient souvent invités à écouter la musique apaisante de la flûte, tandis que ceux qui souffraient de dépression devaient écouter de la musique dulcimer, pour ceux qui ne le savent pas, c’est un instrument médiéval. Les sanctuaires de guérison de la Grèce antique abritaient à la fois des spécialistes de l’hymne et des médecins. Un fléau s’est produit à Sparte vers 600 avant JC. C., et aurait été guéri par la musique de Thales. Fait intéressant, les Grecs ont utilisé la musique comme premier traitement pour une gueule de bois alcoolisée.

Les écrits de Platon considéraient la musique comme «la médecine de l’âme». La théorie de la «correspondance» de Platon affirmait que la musique du monde correspondait à la musique humaine. En d’autres termes, «l’harmonie céleste de la musique des sphères» pourrait avoir un effet positif (ou négatif) sur les «âmes terrestres». Tout comme la musique résonne, le corps humain subit un rééquilibrage, et de cette manière la musique a une valeur thérapeutique. Si nous sommes ce que nous consommons, nous sommes mieux raffinés dans ce que nous entendons, il est donc bon de penser à la doctrine grecque d’Ethos, Platon a dit: «La musique est un art imprégné du pouvoir de pénétrer les profondeurs de l’âme».

Aristote croyait que la musique avait des effets cathartiques et pouvait soulager les émotions négatives par la catharsis, alors il s’est rendu compte que les effets fournis coopéraient pour atteindre le bien-être physique et mental.

Enfin, Johann Sebastian Bach, Wolfgang Amadeus Mozart, Ludwing van Beethoven et Michelangelo Buonarroti restent ensemble au sommet de la culture occidentale. Bach, comme les autres, avait d’innombrables qualités et savait certainement comment synchroniser le monde terrestre et spirituel comme personne d’autre. C’est le point culminant de la musique baroque. Aucun autre compositeur n’a pu réaliser et réaliser toutes les possibilités dans un contexte musical donné. Issu d’une famille de musiciens, il avait une éducation religieuse et une formation érudite. C’était un musicien professionnel, soucieux de subvenir aux besoins d’une famille de 15 enfants. Homme de Dieu, il est né à Eisenach, où son père était un violoniste et altiste respecté. Bientôt, il grandit entouré de musique.

Disons que vos propres qualités forment votre propre impression et laissent des souvenirs, Bach avait:

Croyance et amour pour Dieu;
-Passion et compassion;
-Maîtrise technique suprême;
-C’était un génie mélodique;
-En fait, génie, pur et simple;

Conviction que la musique artificielle se veut une euphorie harmonieuse pour la gloire de Dieu.
Maintenant, sortez seul et apprenez-en plus sur Bach!

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