Dados para que te quero?!

mascara-reconhecimento-ap-e1559060857281
imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Durante muito tempo, os futuristas digitais aspiravam por um mundo mais tecnológico, o objetivo é que aquilo que era inimaginável de acontecer se tornasse uma realidade, o que não tardou em acontecer.

Nossas experiências como indivíduos eram completamente diferentes de uns meses para cá, para algumas empresas, o processo foi tão dramático quanto a perda de milhões em faturamento.

Enquanto outros conseguiram lograr sucesso em negócios digitais, trilhando o caminho do trabalho remoto, porém, buscando uma imersão em mudanças rápidas. Provavelmente haverá mais problemas pela frente,  à medida que a poeira toma conta da economia global.

Geralmente, para haver uma mudança tecnológica no mundo, demora uns 10 anos, mas quando há uma força externa repentina, o futuro tecnológico da sociedade se acelera.

E assim, num mundo cada vez mais tecnológico impera a “Vigilância”. Seria uma palavra estranha?! Não se espante se observadores orwellianos estejam rastreando cada um de seus passos, com muita persistência e poder. Com tantas reações contrárias, por que não há uma resistência maior contra ameaças de vigilância?

Há uma razão para isso, a vigilância tecnológica é tão sorrateira que nos faz sentir um certo conforto, o que não nos assusta em saber que  os algoritmos e as pessoas nos observam.

Um exemplo disso é o Facebook, completamente íntimo para os usuários que estão bastante seguros no compartilhamento de informações para os amigos sem nem imaginar no “capitalismo de vigilância” dos dados coletados por esta empresa que analisa e monetiza tudo, sem que você saiba.

Na China, a experiência do uso  de tecnologia de reconhecimento facial em aeroportos e shows é um meio para se criar perfil racial, na Rússia que não é diferente, procuram por pessoas que se tenha “interesse” seja lá qual for. Tecnologias desse tipo talvez possam nos fazer onipotentes e poderosos, como só o fato de ficarmos livres de esperas em filas para resolver nossas coisas, já nos traz um certo conforto. Quanto mais familiar e benéfica uma tecnologia de vigilância como reconhecimento facial possa nos parecer, mais fácil é para as empresas de tecnologia, agências governamentais e empreendedores nos convencerem de forma passiva.

O mundo está caminhando na direção de fazer tudo online, numa velocidade jamais imaginada.

Tentar se desligar pode nos prejudicar, porém, enquanto  a  China vai introduzindo no mundo a tecnologia que tira a temperatura de uma nova pessoa infectada por COVID-19, não nos espantemos que para variar também tire uma foto.

Parece pouco? Quem utiliza fornece informações pessoais, como carteira de identidade, número de celular, endereço residencial, nome da empresa em que trabalha, endereço desta empresa, quando e como alguém entrou na região de um estado chinês, bem como o endereço da hospedagem, além de ter que explicar o motivo de sua viagem.

Com base em suas respostas, o aplicativo gera um código de cores.

Enquanto isso como eles utilizam estes dados?

Suas fotos ao serem escaneadas com reconhecimento facial são vendidas on-line, você é reconhecido até usando máscaras, não tem como escapar.

Metade dos rostos das pessoas que usam máscaras estão ocultos, mas seus dados pessoais ainda podem ter serventia ​​para os eventos emergenciais, como está acontecendo por lá, eles têm os dados de quem participa de manifestações nacionais, usam os caixas eletrônicos em áreas públicas, ou fazem pagamentos em terminais de segurança. Todas essas informações servem para se autenticar.

Tudo relacionado a entrada e saída de pessoas de suas residências é comprado pelo governo.

Uma novidade é que recentemente foi criado um aplicativo também no Japão, o “Name Vision”, em que se encontra tudo acerca de uma pessoa  só em digitalizar a foto usando a função da câmera do smartphone.

Se por um lado é educativo, contendo fotos de 300 pessoas que fazem parte da história nos livros do ensino fundamental e médio.  Necessário ficar alerta, pois basta digitalizar a foto de interesse, como: “Quem é essa pessoa?” “O ​​que ela  fez?”  que se consegue mais informações do que está listada nos livros.

Podendo também adicionar novas “faces” que não estão registradas.  Tenhamos um certo cuidado com que dados estamos fornecendo!

Data, what do I want you for?!

By Thais Rocholi

For a long time, digital futurists aspired to a more technological world, the goal is that what was unimaginable to happen would become a reality, which did not take long to happen.

Our experiences as individuals were completely different from a few months ago, for some companies, the process was as dramatic as the loss of millions in revenue.

While others have managed to succeed in digital business, treading the path of remote work, however, seeking an immersion in rapid change. There are likely to be more problems ahead as the dust grips the global economy.

Generally, for a technological change in the world, it takes about 10 years, but when there is a sudden external force, the technological future of society accelerates.

And so, in an increasingly technological world, “Surveillance” prevails. Was that a strange word ?! Don’t be surprised if Orwellian observers are tracking your every step, with a lot of persistence and power. With so many reactions, why is there no greater resistance against surveillance threats?

There is a reason for this, technology surveillance is so sneaky that it makes us feel a certain comfort, which does not scare us to know that the algorithms and people are watching us.

An example of this is Facebook, completely intimate for users who are quite secure in sharing information with friends without even imagining the “surveillance capitalism” of the data collected by this company that analyzes and monetizes everything, without your knowing it.

In China, the experience of using facial recognition technology in airports and shows, is a way to create a racial profile, in Russia it is no different, look for people who have “interest” whatever. Technologies of this type may perhaps make us omnipotent and powerful, as just the fact that we are free from waiting in lines to solve our things, already brings us a certain comfort. The more familiar and beneficial a surveillance technology like facial recognition may seem to us, the easier it is for technology companies, government agencies and entrepreneurs to passively convince us.

The world is moving towards doing everything online, at a speed never imagined.

Trying to shut down can hurt us, however, as China introduces the technology that takes the temperature of a new person infected with COVID-19 into the world and also varies a photo.

Seems little? Whoever uses it provides personal information, such as identity card, mobile phone number, home address, name of the company he works for, address of this company, when and how someone entered the region of a Chinese state, as well as the address of the accommodation, in addition to having to explain the reason for your trip.

Based on your answers, the app generates a color code.

Meanwhile how do they use this data?

Your photos that when scanned with facial recognition are sold online, you are recognized even wearing masks, there is no escape.

Half the faces of people wearing masks are hidden, but their personal data may still be useful for emergency events, as is happening there, they have the data of those who participate in national demonstrations, use ATMs in public areas , or make payments at security terminals. All of this information serves to authenticate yourself.

Everything related to the entry and exit of people from their homes is purchased by the government.

A novelty is that recently an application was also created in Japan, the “Name Vision”, where you can find everything about a person just scanning the photo using the smartphone’s camera function.

On the one hand, it is educational, containing photos of 300 people who are part of history in elementary and high school books. Just scan the photo of interest, such as: “Who is this person?” “What did she do?” that you get more information than is listed in the books.

You can also add new “faces” that are not registered. Let us be careful what data we are providing!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s