Isolamento Social na Perspectiva da Nova Ordem Mundial

 

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Imagem da internet.

Por Thais Oliveira

A palavra crise tem dois significados: “Perigo” e “Oportunidade”.

A Ordem Mundial de hoje nasceu no marco da era de grande poder e hegemonia na América, desde meados do século XX, sendo definida pelo desenvolvimento do capitalismo e pela expansão da democracia.

Os  Estados Unidos sempre controlaram as rotas comerciais, afim de levar a expansão seu poder militar, para se tornar o país com a moeda mais forte do mundo.

Ao analisar a situação da economia mundial, dado que ficamos vulneráveis às forças da natureza, como uma catástrofe de um apocalipse, nunca fomos tão frágeis. A morte se torna um pesadelo para muitos, estamos todos infectados pelo Covid-19, se não é em nosso corpo,  é mentalmente, ficamos limitados até de fazer planos de longo prazo em nossas vidas pessoais, sendo um dos reflexos dos impedimentos de planos estratégicos de governos e empresas. No mundo pós o Covid-19, vemos os Estados Unidos perderem sua posição de líder mundial livre e, ao mesmo tempo, correrem o risco de perder seus ideais constitucionais.

E como se não bastasse, o poder se concentra na China, que está se tornando cada vez mais poderosa com um sistema autoritário do capitalismo de estado.

A “Nova Ordem Mundial” está chegando após a pandemia, com várias coisas sendo direcionadas para um único ponto: a China. Isso é uma sociedade de vigilância ou solidariedade global?

A pandemia do Covid-19  é o marco de uma mudança brusca e radical na história da civilização. Inaugura-se aí um ciclo catastrófico ou, então, o ponto de inflexão para uma mudança profunda.

Ao se pensar no grito do presidente Donald Trump: “Que os EUA sejam uma grande nação novamente”, vemos que o país se tornou o lugar com mais pessoas infectadas e desempregadas  do mundo.

A pandemia do Covid-19 não se restringe a apenas uma mudança na ordem econômica do mundo, mas também  atinge o equilíbrio do poder da política internacional e o sistema de governança mundial.

E assim, vemos  o socialismo chinês agindo por trás da luta contra o Covid-19 como um tenebroso pesadelo.

Os socialistas chineses passaram a conter o vírus usando o Big Data, ignorando completamente a privacidade dos indivíduos. Todos os cidadãos são distribuídos como semáforos nas cores “verde”, “amarelo” e “vermelho” exibidos no smartphone. As autoridades  entendem e passam a gerenciar todos os comportamentos pessoais e tendências de compra. Essas fortes medidas de poder impediram a explosão da epidemia doméstica.

O mesmo se aplica a Rússia que não tarda em honrar a China. Por isso, pode-se entender a veneração da Rússia seguindo o caminho do socialismo ao estilo mais chinês possível e não da democracia ao estilo ocidental.

No Brasil, os limites dos poderes do Estado  que intencionam limitar o direito de ir e vir com liberdade de iniciativa econômica, sob a premissa de que se o isolamento é a estratégia correta, deve, portanto, ser voluntária. As cidades não podem ser um campo de concentração a céu aberto que se impõe a quarentena aos habitantes tal qual países como China e Rússia, pois o preço da liberdade é a eterna vigilância, uma vez que hoje o inimigo é o Covid-19, mas manhã poderá ser o comunismo, os traficantes e sabe-se lá o que mais.

O que você conclui a partir dessa perspectiva? Primeiramente, seria uma sociedade de vigilância totalitária ou o empoderamento de cidadãos individuais? Outra pergunta, seria um patriota isolado do mundo ou uma solidariedade global?

A China quer que deixemos de lado  seu posicionamento  como fonte global da pandemia para ser a única capaz de proteger o planeta Terra,  fornecendo suprimentos médicos para os países atingidos, e, depois, passa a desempenhar um papel importante da estratégia para conduzir a transformação numa história mais favorável e poderosa.

Qualquer que forem as estratégias, as forças capitalistas que “vencem” no final do século XX ainda não são os vencedores finais. Da mesma forma, as forças socialistas que “derrotaram” no final do século XX também não foram as derrotadas.

Social isolation from the perspective of the New World Order

By Thais Oliveira

The word crisis has two meanings: “Danger” and “Opportunity”.

Today’s World Order was born in the framework of the era of great power and hegemony in America, since the middle of the 20th century, being defined by the development of capitalism and the expansion of democracy.

The United States has always controlled trade routes, in order to lead its military power to expand, to become the country with the strongest currency in the world.

When analyzing the situation of the world economy, given that we are vulnerable to the forces of nature, like a catastrophe of an apocalypse, we have never been more fragile. Death becomes a nightmare for many, we are all infected with Covid-19, if it is not in our body, it is mentally, we are limited even to make long-term plans in our personal lives, being one of the reflexes of the impediments of strategic plans governments and companies. In the post-Covid-19 world, we see the United States losing its position as a free world leader and, at the same time, running the risk of losing its constitutional ideals.

And as if that were not enough, power is concentrated in China, which is becoming increasingly powerful with an authoritarian system of state capitalism.

The “New World Order” that is coming after the pandemic, with several things being directed to a single point: China. Is this a watchdog society or global solidarity?

The Covid-19 pandemic is the milestone of a sudden and radical change in the history of civilization. A catastrophic cycle is inaugurated there, or else the turning point for a profound change.

Thinking of President Donald Trump’s cry: “May the United States be a great nation again”, we see that the country has become the place with the most infected and unemployed people in the world.

The Covid-19 pandemic is not restricted to just a change in the economic order of the world, but it also strikes a balance between the power of international politics and the system of world governance.

And so, we see Chinese socialism at work behind the fight against Covid-19 as a dark nightmare.

Chinese socialists began to contain the virus using Big Data, completely ignoring individuals’ privacy. All citizens are distributed as traffic lights in the colors “green”, “yellow” and “red” displayed on the smartphone. The authorities understand and start to manage all personal behavior and buying trends. These strong measures of power prevented the explosion of the domestic epidemic.

The same applies to Russia, which does not delay in honoring China. Therefore, one can understand the veneration of Russia by following the path of socialism in the most Chinese style possible and not of democracy in the Western style.

In Brazil, the limits of State powers that intend to limit the right to come and go with freedom of economic initiative, under the premise that if isolation is the right strategy, it must, therefore, be voluntary. Cities cannot be an open-air concentration camp that quarantines people like China and Russia, as the price of freedom is eternal vigilance, since today the enemy is Covid-19, but morning it may be communism, drug dealers and who knows what else.

What do you conclude from that perspective? Firstly, would it be a totalitarian surveillance society or the empowerment of individual citizens? Another question, is it a patriot isolated from the world or global solidarity?

China wants us to let go of its position as a global source of the pandemic to be the only one capable of protecting planet Earth, providing medical supplies to the affected countries, and then it will play an important part of the strategy to drive the transformation into a more favorable and powerful story.

Whatever the strategies, the capitalist forces that “win” at the end of the 20th century are not yet the final winners. Likewise, the socialist forces that “defeated” at the end of the 20th century were also not defeated.

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