Saúde emocional em tempos de Covid-19

Cérebro-emocional
Imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Vivemos em tempos de insegurança, medo, e, principalmente, incerteza, pois não sabemos quanto tempo durará esse exílio em casa imposto pelas autoridades de saúde. Qualquer que seja a doença, ela sempre  aparece, mas nunca achamos que vai acontecer com a gente. Agora isso é um problema de todo mundo. Não somos tão fortes ao ponto de não pegar o Covid-19, ou passar por desemprego ou crise financeira, dado que o cenário de temor é cada vez mais a nossa realidade.

Desde quando esse problema começou na China, todos os dias é anunciado um número de pessoas infectadas e mortas pelo vírus. Quando se trata de nosso emocional, ficamos deprimidos, e muitos vão em busca de mais notícias, espalhando informações pelas redes sociais.

Mas são dois extremos, se de um lado há desespero, do outro há indiferença que abunda  muito mais que as boas ações. Nem todos, porém, parecem estar cientes da gravidade. O conhecimento humano das coisas é bastante deficiente. O maior perigo é a ignorância quando vemos pessoas saindo de casa sem a devida proteção.

A verdade é que independentemente das medidas de contenção pandêmicas que comumente é divulgada pela mídia, especialmente dentro do aspecto do isolamento social, é possível que possamos usar de solidariedade com o próximo. Por esse motivo,  precisamos conscientizar dos perigos e  controlar o pânico gerado pela chegada do Covid-19 em nossas cidades.

Antes do Covid-19, era comum passar horas do dia no trânsito, horas no trabalho, gastar muito tempo em nossas atividades rotineiras que nunca acabavam. Essa sociedade que traz a conta  para sermos bem sucedidos em  todas as áreas de nossas vidas, o tempo todo ocupados, sempre  comunicativos, saudáveis e bem arrumados é a mesma sociedade que aponta de louco e preguiçoso quem decide ir devagar. E assim, vai surgindo cidadãos cheios de transtornos psicológicos, começando com a ansiedade.

Porém, além de buscar sobreviver em meio a guerra, a disputa agora é em que mundo passaremos a viver e que ser humano nos tornaremos quando passar essa pandemia. Talvez a resposta dependa da maneira como encaramos e vivemos  a pandemia. O depois, o pós-guerra global do nosso tempo dependerá do modo como optamos por viver a guerra.

Ao refletirmos quanto ao nosso modo de pensar, o “agora” passa longe.  Para o resto de nós, meros mortais supostamente espertos, no tempo em que vivemos, o pensamento que vigora é sempre no dia de amanhã, mas, raramente se pensa no segundo em que estamos para nos identificar se estamos bem quanto ao momento presente, talvez insignificante para alguns.

Quanto a isso, percebemos que a ansiedade é uma das maiores causas de epidemias no âmbito da saúde mental, perdendo apenas para a depressão.

Na  verdade, a ansiedade não é uma doença, mas um agrupamento de sintomas que alertam um problema desordenado em nosso universo interior. Assim, a avalanche de informações nos noticiários também afeta o emocional, causando pânico e perda de controle durante o dia a dia.

Em vista disso, da mesma forma que uma febre pode levar ao diagnóstico de alguma enfermidade em nosso organismo, como uma doença respiratória, a ansiedade pode revelar algum desequilíbrio em nossa esfera psíquica.

Ao pensar na palavra guerra, precisamos olhar cuidadosamente para o inimigo. Em outras palavras, o vírus não pensa, não tem moral e não tem livre-arbítrio. A única coisa que precisamos fazer é derrotá-lo em nossos corpos, paralisando-o para se preparar para o que virá, mas principalmente, não devemos nos identificar com o que nos faz mal. Nossas mentes precisam estar boas!

E você pode evitar o mal com o carinho e o afeto que nasce no coração de pessoas sofridas mediante tal situação, apenas isso é capaz de trazer o aprendizado da contagem de cada minuto vivido, na certeza de que a esperança pode nos aliviar.

Emotional health in Covid-19 times

By Thais Rocholi

We live in times of insecurity, fear, and, above all, uncertainty, as we do not know how long this exile at home imposed by health authorities will last. Whatever the disease, it always appears, but we never think it will happen to us. Now that’s everybody’s problem. We are not so strong as to not catch Covid-19, or go through unemployment or financial crisis, given that the scenario of fear is increasingly our reality.

Since when this problem began in China, a number of people are infected and killed by the virus every day. When it comes to our emotional, we get depressed, and many go in search of more news, spreading information on social networks.

But there are two extremes, if on one hand there is despair, on the other there is indifference that abounds much more than good deeds. Not everyone, however, seems to be aware of the severity. Human knowledge of things is quite deficient. The greatest danger is ignorance when we see people leaving home without proper protection.

The truth is that, regardless of the pandemic containment measures that are commonly disseminated by the media, especially within the aspect of social distance, it is possible that we can use solidarity with others. For this reason, we need to be aware of the dangers and control the panic generated by the arrival of Covid-19 in our cities.

Before Covid-19, it was common to spend hours of the day in traffic, hours at work, spending a lot of time on our routine activities that never ended. This society that brings the account for us to be successful in all areas of our lives, all the time busy, always communicative, healthy and well-groomed is the same society that points crazy and lazy who decides to go slow. And so, citizens appearing full of psychological disorders, starting with anxiety.

However, in addition to seeking to survive in the midst of war, the dispute now is in what world will we live in and what human beings will we become when this pandemic passes. Perhaps the answer depends on how we view and live the pandemic. The aftermath, the global post-war of our time will depend on how we choose to live the war.

As we reflect on our way of thinking, the “now” passes away. For the rest of us, mere mortals who are supposed to be smart, in the time we live in, the prevailing thought is always tomorrow, but we seldom think about the second we are in to identify whether we are right about the present moment, perhaps insignificant for some.

In this regard, we realize that anxiety is one of the biggest causes of epidemics in the field of mental health, second only to depression.

In fact, anxiety is not a disease, but a group of symptoms that alert a disorderly problem in our inner universe. Thus, the flood of information in the news also affects the emotional, causing panic and loss of control during the day to day.

In view of this, in the same way that a fever can lead to the diagnosis of some disease in our body, such as a respiratory illness, anxiety can reveal some imbalance in our psychic sphere.

When thinking about the word war, we need to look carefully at the enemy. In other words, the virus does not think, has no morals and has no free will. The only thing we need to do is to defeat it in our bodies, paralyzing it to prepare for what is to come, but mainly, we must not identify with what is bad for us. Our minds need to be good!

And you can avoid evil with the affection and affection that is born in the heart of people who suffer through such a situation, only this is able to bring the learning of the count of every minute lived, in the certainty that hope can relieve us.

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