Prevenção de doenças respiratórias

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Por Thais Oliveira

Sabe quando nos deparamos com situações em que vemos pessoas que nunca se recuperam totalmente de doenças, ou quando ficam boas não demora muito para caírem prostradas várias vezes seguidas? Isso pode acontecer com um resfriado ou uma gripe comum. Diante desse problema, o que se pode constatar é que essa pessoa esteja com o sistema imunológico fraco. Mas não é razão para desespero, com algumas medidas, há como reverter esse quadro!

Basta algumas mudanças nos hábitos de vida para melhorar a imunidade do corpo, e, assim, ter mais resistência aos problemas de saúde.

 Coronavírus: devo me preocupar?

No início do ano de 2020 se espalhou uma epidemia de uma doença respiratória grave em Wuham na China, um novo tipo de vírus denominado Coronavírus – COVID-19, sendo este, o sétimo tipo de Coronavírus que se espalha. Este vírus, conhecido desde metade dos anos 1960,  tem origem em serpentes ou morcegos — inclusive há uma especulação de que a ingestão de um desses animais teria dado origem à epidemia ao ser transmitido para pessoas, o período de incubação é de 2 a 14 dias e se a pessoa estiver com o sistema imunológico enfraquecido pode evoluir para uma pneumonia.

No momento, não há um tratamento específico para o novo Coronavírus – COVID-19. Nem tampouco temos uma vacina desenvolvida ainda, embora já existam mais de oito projetos de vacina contra o novo Coronavírus – COVID-19, porém, há mecanismos de prevenção para evitar o contágio com este agente infeccioso.

Primeiramente, é importante afirmar que a doença virou uma pandemia, ou seja, uma doença nova que ocorre quando a pessoa não  tem imunidade e se espalha pelo mundo, há vários casos confirmados no Brasil do novo Coronavírus – COVID-19, inclusive de morte. Apesar de o vírus ter se instalado primeiramente na Ásia, Europa, Oceania e América do Norte, é motivo de muita preocupação e um alerta aos brasileiros para que busquem  pelo repouso de quarentena e melhore os hábitos de higiene  e a qualidade de vida, pois com o corpo fraco,  bem como com as complicações frente aos sintomas tem grande chance  de que a transmissão seja pior.

Coronavírus diferentes passam por mutações, formando outras combinações, dando origem a agentes inéditos. O processo é bastante semelhante ao que aconteceu com a gripe suína, um porco foi infectado com o vírus de aves e, na recombinação de diferentes vírus contraído pelo animal, surgiu um H1N1, passando para as pessoas.

Alerta sobre os sintomas de doenças respiratórias

Existem mais de setecentos artigos científicos em todo o mundo sendo desenvolvidos sobre a doença. Os sintomas principais do Coronavírus – COVID-19 não são tão diferentes dos da gripe:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia

As infecções respiratórias agudas que mais se manifestam no Brasil são os resfriados comuns, sinusites e pneumonias.

Na maioria dos casos tem causa geral, porém em outros, sobretudo quando se é diagnosticado com pneumonia, significa que há uma grande quantidade de bactérias que precisam ser combatidas através de tratamento com antibióticos. Além do mais, essa é uma das mais preocupantes causas de internações de crianças e idosos.

Os principais causadores de doenças respiratórias são os germes que se multiplicam através de gotículas que surgem da tosse e do espirro, tão logo quando o organismo esteja fraco, então não demora muito para apresentar os sinais. Os sintomas se manifestam em obstrução nasal, espirros, mal-estar, dor de garganta, febre, tosse e lacrimejamento dos olhos.

Tais implicações da presença destas bactérias são espalhadas quando se tem contato físico com pessoas infectadas e se você estiver com baixa imunidade ou fez um procedimento cirúrgico recentemente ou problemas de diabetes, AIDS ou câncer, por exemplo, estará mais propenso a contrair a doença. O perigo acontece quando se toca em algum objeto infectado e depois passa a mão na boca, olho ou no nariz. A febre é geralmente baixa, menor de 39ºC, durando de 3 a 5 dias.

Quando nos deparamos com um resfriado comum, é provável que seja uma gripe ou uma rinite alérgica. A gripe é causada pelo vírus Influenza, vindo acompanhada de sintomas  de grande desconforto físico ocorrendo em febre alta, prostração e dores musculares. Já a rinite alérgica  consiste na repetição de crises que variam de tempos em tempos,  levando a crises alérgicas em certos ambientes,  mas felizmente não há febre.

Já os indícios de uma sinusite aguda  são congestão nasal, coriza, nariz entupido com secreção, que pode ser amarela ou esverdeada, piorando os sintomas com voz fanhosa, dores de cabeça e no seio da face. A sensação que se tem é de pressão na cabeça.

Quando se trata de uma pneumonia, os principais sintomas são tosse, febre e alteração da frequência respiratória, que, geralmente, quando afetam as crianças, nem sempre dão indícios muito claros. Apesar de ser difícil ver uma criança quieta mesmo doente, mas como os pais conhecem bem seus filhos, podem perceber  que eles não estão com a energia normal de uma criança saudável no dia a dia.

Ao se comparar o novo Coronavírus – COVID-19 com outras doenças respiratórias, não existe diferença quanto aos sinais e sintomas com os demais vírus e até mesmo quem está com este vírus, pode não apresentar os sintomas.

Logo, é importante saber que ninguém está mais imune, todas as pessoas estão vulneráveis ao Coronavírus – COVID – 19,  mesmo não tendo um histórico de viagem para os países e cidades brasileiras onde o vírus se encontra atualmente. Se  você apresentar febre e sintomas respiratórios, estes são uns dos motivos pelos quais devem ser considerados. O primeiro procedimento a ser tomado é ligar para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel): 192, para não se deslocar desnecessariamente, a fim de não lotar os hospitais e não atrapalhar o atendimento.

Prevenção de propagação de doenças respiratórias

Diante destes problemas, o que se considera como a melhor maneira de ajudar a prevenir a propagação de germes respiratórios é uma alimentação rica em vitaminas, proteínas e nutrientes aliada à repouso e evitar aglomerações.

Dormir suficientemente bem é essencial para que o sistema imunológico tenha uma boa defesa. Diversas pesquisas apontam que pessoas que dormem pouco estão mais suscetíveis a desenvolver doenças. Estar atento ao nível de estresse no corpo é muito importante, basta observar a rotina diária e perceber se  o organismo  está atingindo uma grande carga de estresse. E se assim for, é um alarme para reduzir a velocidade, evitando o desenvolvimento de algumas doenças, já que há um aumento na quantidade de cortisol.

Recomendações de hábitos com pessoas que estão com doenças respiratórias

Uma maneira de se preservar do contágio  de doenças respiratórias com pessoas infectadas é a quarentena e a higiene, além de evitar o contato com gotículas ou secreções de saliva e muco. Algumas recomendações básicas podem  cooperar para que os vírus não se espalhe:

  • Mantenha distância de mais de 4,5 metros de pessoas que manifestam sintomas de doenças respiratórias, como tosse ou espirro.
  • Use máscaras respiratórias compradas em farmácias se necessitar sair para lugares com grande circulação de pessoas, como clínicas.
  • Auxilie quem está doente a ter uma caixinha de lenços para conter os espirros, a tosse e higienizar as mãos.
  • Tenha a rotina de lavar as mãos com frequência, em especial, antes de consumir alimentos.
  • Evite compartilhar objetos pessoais com pessoas infectadas, como, escovas de dentes e toalhas, copo, talheres e louças para comer ou beber.
  • Mantenha um ambiente limpo: limpar o chão com uma solução de água, vinagre, álcool e óleo essencial é um excelente produto para matar os germes.

É muito importante também que se oriente as pessoas com sintomas de doença respiratória sobre a prevenção da proliferação de bactérias, praticando assim  bons hábitos de higiene, o que inclui:

  • Evitar visitar idosos e pessoas com crianças, pois crianças e jovens de até 40 anos são vetores de transmissão.
  • Cobrir com a dobra do braço o nariz e a boca ao tossir ou espirrar.
  • Comprar uma caixinha de lenços para conter gotículas ou secreções respiratórias.
  • Ter um álcool gel para limpar as mãos quando estiver em lugar público.
  • Tomar banho ao chegar de lugares públicos.
  • Lavar as mãos antes de pegar os alimentos.
  • Jogar os lenços usados na lixeira.

Ser educado e oferecer o que estiver ao seu alcance para ajudar quem está com sintomas de doenças respiratórias faz uma grande diferença, tanto para quem está doente, quanto para quem não está.

Mas, lembre-se que o cultivo de hábitos saudáveis, a busca pelo bem-estar físico e mental são completamente indispensáveis para o equilíbrio e boa imunidade. O que você come é o que irá refletir em sua saúde, fortalecendo ou não a sua imunidade, se você possui uma dieta rica em vitaminas, proteínas e nutrientes rara são as chances de ficar doente, desta forma, quem está se recuperando não irá demorar para estar bem novamente.

O sistema imunológico do nosso corpo possui várias reações bioquímicas,  totalmente dependentes de minerais específicos, vitaminas e aminoácidos. Uma dieta pobre e incompleta pode acarretar em desnutrição e as células de defesa de nosso corpo passam a não trabalhar direito.

Avanços científicos sobre o novo Coronavírus

Uma boa notícia sobre o novo Coronavírus – COVID-19 é que alguns médicos já estão usando infusões de plasma sanguíneo de pessoas que se recuperaram do Coronavírus – COVID-19 para tratar aqueles que ainda não se recuperaram desta doença respiratória. Tais estudos a que se propõe baseiam-se  na utilização de oseltamivir (um inibidor da neuraminidase usado contra o vírus da gripe), interferon-1b ​​(proteína com função antiviral), anti-soros de pessoas já recuperadas e anticorpos monoclonais para neutralizar o vírus. Além do mais, a sugestão dos pesquisadores foi a adoção de novas terapias com substâncias inibidoras, como a baricitinibina, que foram selecionadas através da inteligência artificial. Esse método é apontado pelos pesquisadores como uma forma de resolver o problema por enquanto, até que os laboratórios farmacêuticos busquem desenvolver um tratamento e uma vacina contra o novo vírus.

 

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