O hábito da virtude

A morte de Sócrates é a representação de Jacque Louis David dos últimos momentos de Sócrates antes de sua morte. 

Por Thais Rocholi

As primeiras reflexões que envolvem o pensamento moral surgiram com Sócrates quando fez perguntas acerca da virtude, dando encorajamento as pessoas para que indagassem tais questões de modo racional. A alma humana precisa controlar o corpo e para isso a alma deve ser  guiada pelo Bem, de tal forma que as nossas mentes são capazes de compreender o objetivo universal. Existem quatro virtudes principais: sabedoria, autocontrole (temperança), coragem e justiça. Santo Agostinho e outros pensadores cristãos adotaram este pensamento, porém uniu às três virtudes Bíblicas: fé, esperança e amor.

Ao privilegiar as virtudes, Aristóteles examina sua formação por meio dos hábitos. Ele diz que existem dois tipos de virtude: moral e intelectual. A intelectual acontece por meio do ensino, da experiência e do tempo. A moral é desenvolvida por meio do hábito, ou “repetição dos atos correspondentes”. Aristóteles sugere aprendermos as virtudes na prática. Porém, não se engane, porque essas virtudes não vêm de nós. Nós nascemos com sentimentos, mas nos tornamos pessoas virtuosas por meio de nossas ações.

E é claro que ele também  retrata que nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza, pois nada que existe por natureza pode formar um hábito contrário à sua natureza. Leitores dedicados de autoajuda, sempre em busca de melhorar o comportamento social, parece que estão obcecados em comprar qualquer livro, menos aqueles que guiam em direção da luz, Aristóteles escreveu que “a virtude moral surge como resultado do hábito.”  Somos “adaptados por natureza para receber as virtudes, tornando-as perfeitas pelo hábito”. Curiosamente, Aristóteles acredita que não temos virtude até que a usemos.

A virtude é um meio termo entre os extremos. Ter coragem é se posicionar no equilíbrio, onde se encontra a covardia (excesso de medo) e a imprudência (escassez de medo). Precisamos buscar praticar a sabedoria para optar pelas virtudes determinando a média pesada nessa balança de equilíbrio.

De fato, cada cultura tem seus próprios hábitos ou virtudes, como uma janela para sua vida que são aprovados socialmente. Não podemos dizer que as virtudes de uma cultura sejam melhores do que as virtudes de outra cultura. Virtudes são hábitos que promovem o bem, visto em termos de prazer e dor. A virtude Suprema é ter um caráter para agir individualmente buscando as melhores consequências em tudo que fazemos.

Na filosofia aristotélica as virtudes são “modos de escolha ou envolvem uma escolha”.  É ser guiado pela contramão das paixões que nos “movem”, formando um estado de espírito ou humor “particular” para as nossas escolhas. A simples capacidade de sentir as paixões não nos qualifica como pessoas boas ou más. Em contrapartida, nenhum hábito de sentir pode ser uma barreira para que o ser humano alcance a virtude. Mas se fizermos escolhas ruins, isso altera o nosso “estado de caráter”. Não somos “feitos bons ou maus por natureza”, mas escolhemos esse estado de espírito.

Aristóteles explica sua filosofia de escolhas analisando o vício, a virtude e o equilíbrio. O objetivo de toda virtude é o equilíbrio. Tudo na vida que é em excesso é uma forma de fracassar, já a falta ou defeito, nessa intermediação é elogiada e até aplaudida. Ele compara isso à luta livre, se fizermos muito exercício, ficamos sobrecarregados, e quando não fazemos o suficiente não estamos totalmente preparados para lutar. Um exemplo de virtude na proporção adequada para Aristóteles quanto ao equilíbrio é ter o “orgulho adequado”. O excesso é “vaidade vazia” e o defeito ou falta é “humildade indevida”. O homem inflado é tão mau quanto aquele que usa a falsa humildade.

Apesar de ser uma filosofia pré-cristã, não existe nenhuma vantagem em relação ao evangelho de Cristo, que nos oferece uma explicação para o pecado, a queda, a ressurreição e a redenção. Aristóteles percebe a dificuldade humana de tentar “ser bom” e enxerga o bem através de seus próprios esforços. Ele não tem o padrão de Cristo para medir o bem. Ele fala em torno da ideia cristã  através do Paráclito, o Espírito Santo, vendo vagamente, quando diz que somos “adaptados por natureza”. E, assim, há um agir sobre nós para nos tornarmos capazes de receber a virtude, que nas obras de São Tomás de Aquino caracteriza o pensamento do bom uso do livre arbítrio, sendo a virtude como a ordem do nosso amor, num ato de perfeição que opera em nós por causa da natureza do próprio Deus.

The habit of virtue

By Thais Rocholi

The first reflections involving moral thinking arose with Socrates when he asked questions about virtue, encouraging people to ask such questions in a rational way. The human soul needs to control the body and for that the soul must be guided by Good, in such a way that our minds are able to understand the universal goal. There are four main virtues: wisdom, self-control (temperance), courage and justice. St. Augustine and other Christian thinkers adopted this thought, but he joined the three Biblical virtues: faith, hope and love.

By privileging the virtues, Aristotle examines his formation through habits. He says that there are two types of virtue: moral and intellectual. The intellectual happens through teaching, experience and time. Morality is developed through habit, or “repetition of corresponding acts”. Aristotle suggests that we learn virtues in practice. However, make no mistake, because these virtues do not come from us. We are born with feelings, but we become virtuous people through our actions.

And it is clear that he also portrays that none of the moral virtues arises in us by nature, because nothing that exists by nature can form a habit contrary to its nature. Dedicated self-help readers, always looking to improve social behavior, seem to be obsessed with buying any book, except those who guide towards the light, Aristotle wrote that “moral virtue arises as a result of habit.” We are “adapted by nature to receive the virtues, making them perfect by habit”. Interestingly, Aristotle believes that we have no virtue until we use it.

Virtue is a middle ground between extremes. To have courage is to position yourself in balance, where cowardice (excess of fear) and recklessness (scarcity of fear) are found. We must seek to practice wisdom in order to choose virtues by determining the average weight on this balance scale.

In fact, each culture has its own habits or virtues, as a window on its life that is socially approved. We cannot say that the virtues of one culture are better than the virtues of another culture. Virtues are habits that promote good, seen in terms of pleasure and pain. The supreme virtue is to have a character to act individually seeking the best consequences in everything we do.

In Aristotelian philosophy, virtues are “modes of choice or involve a choice”. It is to be guided by the opposite of the passions that “move” us, forming a “particular” mood or mood for our choices. The simple ability to feel the passions does not qualify us as good or bad people. On the other hand, no habit of feeling can be a barrier for the human being to reach virtue. But if we make bad choices, it changes our “character state”. We are not “good or bad by nature”, but we choose this state of mind.

Aristotle explains his philosophy of choices by analyzing addiction, virtue and balance. The goal of all virtue is balance. Everything in life that is in excess is a way of failing, while the lack or defect, in this intermediation is praised and even applauded. He likens it to wrestling, if we exercise a lot, we get overwhelmed, and when we don’t do enough we are not fully prepared to fight. An example of virtue in the proper proportion for Aristotle in terms of balance is having “adequate pride”. The excess is “empty vanity” and the defect or lack is “undue humility”. The inflated man is as bad as the one who uses false humility.

Despite being a pre-Christian philosophy, there is no advantage over the gospel of Christ, which offers an explanation for sin, the fall, the resurrection and redemption. Aristotle realizes the human difficulty in trying to “be good” and sees the good through his own efforts. He does not have the standard of Christ to measure good. He talks about the Christian idea through Paráclito, the Holy Spirit, seeing vaguely, when he says that we are “adapted by nature”. And so, there is an action on us to become able to receive virtue, which in the works of São Tomás de Aquino characterizes the thought of the good use of free will, virtue being the order of our love, in an act of perfection that works in us because of the nature of God Himself.

O sentido da comunicação

Foto por Alex Andrews em Pexels.com

A etimologia da palavra comunicação vem do latim “comunicare”, que significa colocar em comum. A comunicação é um processo inato, pois desde o nosso nascimento nos comunicamos primeiro por meio de nossos gestos, nossos movimentos (comunicação não-verbal) e, depois, gradualmente, por meio da fala e das palavras (comunicação verbal).

E a distorção entre atitude e fala é bem óbvia. Deseja ter credibilidade? Primeiro seja você mesmo. Enquanto se adapta, finesse, ao seu interlocutor. Ter boas maneiras na comunicação ultrapassa a palavras bonitas, mas envolve o cuidado com o outro, sobretudo com o que se diz para poder viver bem em sociedade. Algumas coisas que as vezes pode fazer você pensar que está sendo educado ou divertido, talvez brincalhão fora de hora, na verdade são falsos bons modos.

Seja educado e respeitoso, ter decência significa que existem regras de educação a serem observadas em determinadas situações. É a prova de que você é uma pessoa bem comportada. Respeitar as pessoas é uma atitude que toca o nosso interior para que sejamos vistos como pessoas. Se você sabe demonstrar respeito, também acredita na dignidade e valor de cada ser humano, independentemente de seu comportamento.

Todos nós temos uma vida real, o que resulta em encontros, assim, pesquisando Martin Buber que se dedicou em parceria com Franz Rosenweig (1885-1929) à tradução da Bíblia hebraica para o alemão, ele disse que “no começo está o relacionamento”.

Isso quer dizer que o princípio do ser humano é em essência um homo dialogus, que somos incapazes de  nos realizar sem comungar com a humanidade, com a criação e com o Criador, pois o amor à humanidade conduz ao amor a Deus e vice-versa. A Presença divina participa de cada encontro autêntico entre os homens e habita aqueles que estabelecem um verdadeiro diálogo, como bem contextualizado por ele:

“O celeste e o terrestre estão ligados um ao outro. A palavra de quem deseja falar com os homens sem falar com Deus não se cumpre; mas a palavra de quem deseja falar com Deus sem falar com os homens se perde”.

O diálogo é baseado na reciprocidade e na responsabilidade. A responsabilidade existe apenas onde há uma resposta real à voz humana. No Talmud da tradição judaica encontramos regras de boa educação para que haja reciprocidade: dar um sorriso para a abertura de uma boa comunicação, cumprimentar as pessoas, não falar gritando e dirigir-se ao próximo com gentileza.

Saber se expressar corretamente é saber, principalmente, manter a simplicidade. Sem palavras ofensivas, sujas ou gírias. Se você quer se expressar, tenha um domínio perfeito da gramática e da fala. O segredo para conseguir isso? Leia livros clássicos que irão lhe revelar tudo o que você precisa saber sobre comportamento, e, principalmente, a Bíblia. Já quanto aos de autoajuda abandone rapidamente, pois só trazem fórmulas prontas que no final irão trazer tédio para uma vida vazia, assim você poderá se cultivar sendo curioso e atento a uma boa leitura, tornando-se uma pessoa sábia.

A empatia está no cerne da boa comunicação, se você é atento ao que o outro fala, de forma profunda e desinteressada, sem tentar causar influencia na conversa, significa estar totalmente presente, e, realmente, é alguém que sabe ouvir as reais necessidades do outro. Sincronizar as suas atitudes com as atitudes da pessoa com quem você está estabelecendo uma conversa ajuda a criar uma relação de confiança. Estar desapegado e não colocar o seu ego na comunicação é também se colocar em contato com o outro, seja o que for aquilo que tem a nos  dizer, por mais que não haja uma identificação.

Colocar-se em confronto traz discussões que podem nos abrir a luz, é um convite para que mediante nossas contradições ou incompatibilidades, fiquemos mais conscientes, a fim de resolver nossas dificuldades interiores. Mas, claro! Nessas horas percebemos se há ou não uma relação de confiança entre os envolvidos, para que reflitamos em cima daquilo que as vezes pode soar contraditório ou tem algum sentido.

Para refletir uma frase do livro Terra dos Homens: “Ser Homem é sentir-se responsável  do  mau que nem parecia vir de Você.” Antoine de Saint Exupery

The meaning of communication

By Thais Rocholi

The etymology of the word communication comes from the Latin “comunicare”, which means to put in common. Communication is an innate process, since from our birth we communicate first through our gestures, our movements (non-verbal communication) and then gradually, through speech and words (verbal communication).

And the distortion between attitude and speech is quite obvious. Do you want credibility? First be yourself. While adapting, finesse, to your interlocutor. Having good manners in communication goes beyond beautiful words, but involves caring for others, especially with what is said to be able to live well in society. Some things that can sometimes make you think that you are being polite or amusing, maybe playful out of time, are actually false good manners.

Be polite and respectful, having decency means that there are rules of education to be observed in certain situations. It is proof that you are a well behaved person. Respecting people is an attitude that touches our interior so that we are seen as people. If you know how to show respect, you also believe in the dignity and worth of each human being, regardless of their behavior.

We all have a real life, which results in encounters, thus, researching Martin Buber who dedicated himself in partnership with Franz Rosenweig (1885-1929) to the translation of the Hebrew Bible into German, he said that “in the beginning is the relationship” .

This means that the principle of the human being is in essence a homo dialogus, which we are unable to achieve without communing with humanity, with creation and with the Creator, because love for humanity leads to love for God and vice versa . The divine Presence participates in every authentic encounter between men and inhabits those who establish a true dialogue, as well contextualized by him:

“The celestial and the terrestrial are linked to each other. The word of one who wishes to speak to men without speaking to God is not fulfilled; but the word of those who wish to speak to God without speaking to men is lost ”.

The dialogue is based on reciprocity and responsibility. Responsibility exists only where there is a real response to the human voice. In the Talmud of the Jewish tradition, we find rules of good education so that there is reciprocity: giving a smile for the opening of good communication, greeting people, not speaking shouting and addressing others kindly.

Knowing how to express yourself correctly is knowing, above all, maintaining simplicity. No offensive, dirty or slang words. If you want to express yourself, have a perfect command of grammar and speech. The secret to achieving this? Read classic books that will reveal everything you need to know about behavior, and especially the Bible. As for self-help, leave quickly, as they only bring ready-made formulas that in the end will bring boredom to an empty life, so you can cultivate yourself being curious and attentive to a good reading, becoming a wise person.

Empathy is at the heart of good communication, if you are attentive to what the other person says, in a deep and disinterested way, without trying to influence the conversation, it means being fully present, and really, someone who knows how to listen to the real needs of the other. Synchronizing your attitudes with the attitudes of the person with whom you are having a conversation helps to create a relationship of trust. Being detached and not putting your ego in communication is also putting yourself in contact with the other, whatever it is that you have to say to us, even if there is no identification.

Empathy is at the heart of good communication, if you are attentive to what the other person says, in a deep and disinterested way, without trying to influence the conversation, it means being fully present, and really, someone who knows how to listen to the real needs of the other. Synchronizing your attitudes with the attitudes of the person with whom you are having a conversation helps to create a relationship of trust. Being detached and not putting your ego in communication is also putting yourself in contact with the other, whatever it is that you have to say to us, even if there is no identification.

Putting oneself in confrontation brings discussions that can open the light for us, it is an invitation so that through our contradictions or incompatibilities, we become more aware, in order to solve our inner difficulties. Of course! At these times, we realize whether or not there is a relationship of trust between those involved, so that we reflect on what can sometimes sound contradictory or make sense.

To reflect a phrase from the book Terre d’Hommes: “To be a Man is to feel responsible for the evil that didn’t even seem to come from You.” Antoine de Saint Exupery

Criaturas de hábitos

Nós somos criaturas de hábitos. A maior parte do nosso comportamento acontece tendenciosamente, mediante o controle de hábitos. Isso se dá através de rituais e rotinas que adotamos para nossas vidas. Quando fazemos as coisas sem pensar ou refletir em nossas ações, há um certo conforto e não gastamos muita energia, pois pensar e reaprender demanda tempo e esforço. Logo, a vida quando conduzida nos impulsos de nossas ações também pode prejudicar o cotidiano, principalmente quando os hábitos são prejudiciais e queremos substituir por outros que agreguem em nossas vidas.

As boas intenções dizem respeito, sobretudo, aos hábitos que são cultivados há muito tempo e que só podem ser mudados quando colocamos nossos esforços para melhorá-los. O oposto acontece quando não se tem nenhuma boa intenção para uma mudança, você simplesmente o repete. Mas, posso lhe confessar que mudar hábitos de longo prazo não é tarefa fácil. Quem vai querer deixar de lado os rituais que ama praticar?

É muito importante fazer um planejamento de nosso tempo com bom-senso e alguns cuidados, pois quando usamos o nosso tempo de um jeito mais coerente, o nosso dia a dia fica com mais qualidade. Com a frase de Benjamim Franklin no século XVIII, que ganhou o discurso de todo mundo: Time is money (Tempo é dinheiro), o que mais impressiona é que passamos a cuidar melhor do nosso dinheiro do que do nosso tempo. Podemos perder dinheiro e depois recuperar, mas tempo, quando é passado, não volta. Tempo é vida! Tempo é presente! Tempo é a dádiva de Deus!

Com planejamento, é possível organizar nossas horas de maneira que possamos aproveitá-las ao máximo. Na verdade, o ritmo de vida aumentou radicalmente de uns tempos para cá, infelizmente, parece que muitos não se importam em compensar aquilo que nos foi subtraído. Certo dia, um amigo fez uma crítica por eu gostar de fazer trabalhos manuais, ao contrário da maioria dos jovens e crianças que gostam de ficar nas mídias sociais todos os dias ou jogar à luz do computador.

Agradeço por ter a preferência de ficar ao ar livre aos sábados e domingos, ir para uma pousada e passarinhar com minha câmera, tomar um café com os amigos, ler um livro na sombra de uma varanda com um copo de suco de laranja ou maracujá. Minha cidade é pequena, gosto de caminhar algumas vezes até alguns lugares para me exercitar. Por outro lado, se você mora numa grande cidade e demora muito para se deslocar de um lugar para outro, você pode se esforçar para acordar mais cedo para praticar alguma atividade física, pois se você pensa que aproveitar o tempo é fazer hora extra, está muito enganado. Sua hora extra precisa ser canalizada para uma vida espiritual de oração.

Se tem algo que atrapalha o aproveitamento do tempo é o meio em que vivemos, como vivemos numa sociedade de alto consumo, o que acontece é que somos tentados a gastar e para cobrir estes gastos mergulhamos no trabalho, o preço que pagamos é que não sobra tempo para fazer as coisas que  gostamos. Ao mesmo tempo que isso acontece, surgem as metas que costumam ser muito altas. Sem exagero ou com exagero, é o começo do fim. Se você é muito ambicioso ou impaciente, isso pode levar você a ter exigências excessivas seguidas de frustração.

Para hábitos que realmente nos incomodam, é preciso de vez em quando procurar reservar tempo suficiente para conseguir descobrir as possíveis causas e gatilhos. Sempre resolva mudar um hábito. Não dê oportunidade para hábitos ruins em sua vida. Com perseverança e espírito de exigência, você irá combater hábitos teimosos com força e energia. Pequenas mudanças de hábitos ruins podem acontecer de forma lenta, embora o que se espera é que de forma segura se transforme em bons hábitos que, com o passar dos  tempos, o resultado é olhar para trás e perceber que aquilo que era para ser resolvido se cumpriu.

Para refletir: Seja realista com você mesmo. Como tem sido seu dia a dia? Você está convicto para fazer mudanças em sua vida? Em momentos de estresse é improvável que você também consiga quebrar os hábitos cotidianos. Você sabia?

Te cuida!

Por Thais Oliveira

“Um ritual no tempo pode ser comparado a um apartamento que está na sala.” Antoine de Saint Exupéry

Raramente se ver pessoas que adquirem para si uma rotina diária, talvez porque se sintam embotadas e inflexíveis, algumas podem achar que isso é coisa de burguês. Tudo bem, eu também acho que em alguns casos pode ser, porém, em outros, contanto que esses hábitos sejam úteis, não vejo problema. Se quisermos trocar esses hábitos nada saudáveis, percebemos que pode ser um pouco difícil começar o dia em paz.

Ritual pode ser ações cheias de estilos que podem se repetir nas transições e rupturas típicas da vida cotidiana moderna. O gatilho pode ser uma situação cotidiana típica ou um humor interno que aciona o mecanismo. O cérebro passa então pela sequência de impulsos característicos do hábito. Se for bem-sucedido, o sistema de recompensa do cérebro é iniciado. O padrão se solidifica!

A melhor receita para ter bons hábitos é combater um mau hábito com um novo. Quando vier uma ideia nova para um novo hábito cultural, tenha como ritual, por exemplo, o hábito de beber um copo de água.

Quando temos rituais em nossas vidas, temos hábitos saudáveis ​​para a alma. A alma humana se aprofunda em hábitos. Os rituais oferecem à alma um lar. E assim, vão se formando hábitos saudáveis ​​para pensar, sentir, querer e decidir. Os rituais nos deixam mais seguros porque nos familiarizamos com eles, sem falar que nos fornecem um tipo de estrutura. Portanto, sugiro que você descubra  e mantenha bons hábitos em sua vida.

Quando cultivamos bons hábitos em nossas vidas, o estresse que está dentro de nós é dissipado. Não que seja algo ruim, pois é uma reação natural de adaptação do organismo e envolve diversos fatores  que ocorrem quando nos defrontamos com uma situação que altera nosso equilíbrio emocional.

Quando isso acontece, o corpo se prepara mental e fisicamente para enfrentar o problema. Como não sou uma profissional da área médica, mas revisora, não demorei a descobrir que o coração bate mais acelerado, a respiração muda e os músculos tensionam. Na programação de fábrica do nosso corpo, uma vez cessada a “ameaça”, a reação de estresse é desligada e tudo volta ao normal. Ou seja, o estresse faz parte e até é importante em certas situações, mas passada a “ameaça”, o corpo precisa relaxar.

Como também não estou aqui para trabalhar, fico encarregada de levar até você meus textos para lhe divertir e informar. Se você, assim como eu, deseja entender melhor o ser humano, é preciso, sobretudo, entender suas atitudes, fraquezas, seu sofrimento e o modo com que se comporta. Tudo isso fala muito acerca dos hábitos e a forma como encaram a vida. Mesmo diante de sinais de alerta, é preciso se convencer de que o estilo de vida que escolhemos tanto pode contribuir para o aparecimento de doenças ou ajudar a curá-las.

Quando recomendo o hábito de leitura, é porque ler é uma inigualável fonte de lazer.  Fácil de praticar, podemos ler em casa, na praia, no avião, na fila do banco. Principalmente, porque a leitura é um forte instrumento de poder. Francis Bacon, filósofo inglês, já certificava que o conhecimento é poder. Por fim, a leitura é um hábito muito importante para exercitar e prevenir de males a nossa memória, é como se fosse uma musculação do cérebro. Aconselho porque todos deveriam saber, pois depois dos 30, nosso cérebro começa a atrofiar. Portanto, da mesma forma que nos exercitamos para fortalecer os músculos, precisamos fortalecer a mente.

Take Care

By Thais Rocholi

“A ritual over time can be compared to an apartment in the living room.” Antoine de Saint Exupéry

Rarely do you see people who acquire a daily routine for themselves, perhaps because they feel dull and inflexible, some may think this is a bourgeois thing. Okay, well, I also think that in some cases it can be, but in others, as long as these habits are useful, I see no problem. If we want to change these unhealthy habits, we realize that it can be a little difficult to start the day in peace.

Ritual can be actions full of styles that can be repeated in the transitions and breaks typical of modern daily life. The trigger can be a typical everyday situation or an internal mood that triggers the mechanism. The brain then goes through the sequence of impulses characteristic of the habit. If successful, the brain’s reward system starts. The pattern solidifies. The best recipe for having good habits is to fight a bad habit with a new one. When you come up with a new idea for a new cultural habit, have a ritual of drinking a glass of water.

When we have rituals in our lives, we have healthy habits for the soul. The human soul deepens in habits. Rituals offer the soul a home. And so, healthy habits are formed to think, feel, want and decide. Rituals make us safer because we are familiar with them, not to mention that they provide us with a type of structure. Therefore, I suggest that you discover and maintain good habits in your life.

When we cultivate good habits in our lives, the stress that is within us is dissipated. Not that it is a bad thing, as it is a natural reaction of adaptation of the organism and involves several factors that occur when we are faced with a situation that alters our emotional balance.

When this happens, the body prepares itself mentally and physically to face the problem. As I am not a medical professional, but a proofreader, it didn’t take me long to discover that the heart beats faster, the breathing changes and the muscles tense. In our body’s factory programming, once the “threat” ceases, the stress reaction is turned off and everything goes back to normal. That is, stress is part and even important in certain situations, but after the “threat”, the body needs to relax.

As I am not here to work, I am in charge of taking my texts to you to amuse and inform you. If you, like me, want to better understand the human being, it is necessary, above all, to understand his attitudes, weaknesses, his suffering and the way he behaves. All of this speaks volumes about habits and how they view life. Even in the face of warning signs, we must be convinced that the lifestyle we choose so much can contribute to the onset of diseases or help to cure them.

When I recommend the habit of reading, it is because reading is an unparalleled source of leisure. Easy to practice, we can read at home, on the beach, on the plane, in line at the bank. Mainly because reading is a strong instrument of power. Francis Bacon, English philosopher, already certified that knowledge is power.

Finally, reading is a very important habit to exercise it and prevent damage to our memory, it is as if it were a brain muscle. I advise because everyone should know, because after 30, our brain starts to atrophy. So, just as we exercise to strengthen muscles, we need to strengthen the mind.

Marketing e objetificação da mulher

mulher não é objeto
imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Você sabia que as pessoas com quem você conversa formam uma opinião sobre você em 1 segundo? Sim, em 1 segundo! É uma pena que muitas não conseguem enviar  uma boa impressão de si mesmo para as pessoas ao seu redor. Principalmente porque no fundo nosso estilo pessoal é uma maneira de expressar quem nós realmente somos! Uma sugestão, é que você seja uma pessoa mais atenta a sua forma de se vestir.

É muito comum vermos na Publicidade do Instagram,  não diria nem que seja um comportamento erótico, mas pessoas com um jeito venal de se comportar. Para melhor explicar para você, Eros e Vênus são uns dos personagens da Mitologia grega, Eros também era conhecido como Cupido que buscava a realização da plenitude do amor correspondido e consciente, já Vênus ou Afrodite, considerada a deusa protetora das prostitutas, tem como significado  se promover ou se vender. Seria isso Marketing? Talvez uma objetificação no Marketing. A Publicidade contribui de forma consciente e inconsciente para  uma mudança na forma de se perceber as pessoas. Esse fenômeno merece nossa atenção de forma muito particular, pois muitas pessoas julgam sua aparência física como uma prática comum de se fazer o Marketing. Com isso, surge um conjunto de efeitos de todos os tipos que devem ser considerados, sobretudo  quando as outras pessoas percebem a sua marca e também sobre sua própria maneira de perceber seu estilo.

Em outras palavras, em muitas culturas as pessoas tentam atrair a atenção pública ao corpo feminino e suas partes sexuais. É muito frustrante enxergar a mulher como objeto sexual, ou uma isca para atrair atenção das pessoas, o que penetrou, claramente, em nosso meio cultural, e, que provavelmente tem afetado em graus variados a maioria das mulheres e jovens meninas, independentemente de classe social. Em nossa sociedade não é de se espantar que o corpo de uma mulher seja examinado, comentado e sexualizado.

Psicologicamente, o efeito potencialmente mais perigoso disso tudo é classificar a mulher como objeto, incentivando meninas e mulheres a se enxergarem apenas como uma parte ou um pedaço de carne de seu próprio corpo. É muito comum que através da mídia e também das  interações com as outras pessoas, as mulheres e jovens meninas aprendam que sua aparência física e beleza são mais importantes que seus outros atributos, não é algo negativo o fato de se achar bonita e atraente, mas, geralmente, isso é colocado em primeiro lugar. Refletindo sobre valor, as pessoas tendem a valorizar mais a aparência física do que os atributos emocionais, psicológicos e espirituais.

Nunca houve em toda a história da humanidade mulheres se avaliando mais com base em sua atratividade sexual do que em realizações pessoais. E, assim, a sociedade impõe que você  anuncie o prazer, sendo sexy para ser o ideal de beleza feminina.

Isso não se restringe apenas ao universo feminino, mas também ao masculino, quando de forma desumana se enxerga o homem atraente como aquele que é malhado, com força muscular, demonstrando virilidade e beleza física.

Muito mais do que aparência, fortes habilidades de comunicação com inteligência, conhecimento ou experiência são importantes para promover nossas realizações pessoais. Ser capaz de se comunicar de maneira eficaz, com a intenção de se ter clareza e opiniões válidas e reais de várias maneiras e públicos dos mais variados possíveis, é o que torna você uma pessoa única. Importante também lembrar que a comunicação é algo que fazemos sempre que entramos em contato com outra pessoa.

Uma coisa que aprendi é que, na falta de uma marca, você é uma mercadoria. Você precisa ser uma pessoa conhecida por suas qualidades únicas, pelos seus pontos fortes e talentos. Isso envolve todos os aspectos da sua imagem, seja a qualidade do trabalho, seu comportamento, boas maneiras e estilo. Uma mulher não precisa ser linda, mas precisa ser montada com todas as partes internas e externas, além de ser bem arrumada.

A forma com que nos arrumamos contribui ou desmerece a promoção da imagem da marca. As roupas que nos categorizam como objetos sexuais têm como consequência o olhar  de inspeção do corpo feminino com comentários e piadas sexuais, o que  implica também em assédio e violência sexual. As experiências típicas que ocorrem em mídia social quando muitas mulheres se enxergam apenas como parte e não como o todo,  incluem pornografia ou imagens sexuais transmitidas em anúncios na internet.

Saber se vestir, sem mostrar excessivamente as partes de seu corpo, é uma maneira mais decente de ganhar o respeito das pessoas. Além de que, é importante está dentro dos limites do seu estilo pessoal para manter consistência, sem querer ser uma personalidade que não é.

Como mulher, vejo como precisamos trabalhar mais e com mais inteligência do que todos os outros, pois assim não há muitos obstáculos pela frente, e a melhor forma de avançar é produzir um trabalho extraordinário. Fico preocupada com minha observação de que tem faltado apoio no sentido de orientação entre muitas mulheres. Precisamos nos apoiar para alcançar bons resultados, aprendendo a pedir ajuda e ajudar umas às outras.

Marketing and objectification of women

By Thais Rocholi

Did you know that the people you talk to form an opinion about you in 1 second? Yes, in 1 second! Too bad that many disch’s manage to send a good impression of it to the people around them. Mainly because our personal style is a way of expressing who we really are! A suggestion, that you be a person more attentive to your way of dressing.

It is very common to see advertising on Instagram, do not drive even if it is an erotic behavior, but people with a local behavior. To better explain to you, Eros and Venus are some of the characters in Greek Mythology, Eros was also known as Cupid who sought to fulfill a full and conscious love, already Venus or Aphrodite, considered a protective goddess with prostitutes, a prostitute promoting himself or selling himself . Was that marketing? Perhaps an objectification in Marketing. Advertising contributes consciously and unconsciously to a change in the way people perceive themselves. Eating phenomenon deserves our attention in a very particular way, as many people judge their physical appearance as a common practice of doing Marketing. With this, a set of effects of all kinds arises that must be considered, especially when other people perceive your brand and also on your own way of perceiving your style.

In other words, in many cultures people try to attract public attention to the female body and its sexual parts. It is very frustrating to see women as sexual objects, or as bait to attract people’s attention, which has clearly penetrated our cultural environment, and which has probably affected most women and young girls to varying degrees, regardless of class. Social. In our society it is not surprising that a woman’s body is examined, commented on and sexualized.

Psychologically, the potentially most dangerous effect of all this is to classify women as objects, encouraging girls and women to see themselves only as a part or a piece of flesh in their own bodies. It is very common that through the media and also through interactions with other people, women and young girls learn that their physical appearance and beauty are more important than their other attributes, it is not a negative thing to find yourself beautiful and attractive, but this is usually placed first. Reflecting on value, people tend to value physical appearance more than emotional, psychological and spiritual attributes.

Never in the history of mankind have women rated themselves more on the basis of their sexual attractiveness than personal achievements. And so, society requires you to advertise pleasure, being sexy to be the ideal of female beauty.

This is not restricted only to the female universe, but also to the male universe, when inhumanly the attractive man is seen as the one who is spotted, with muscular strength, showing virility and physical beauty.

Much more than appearance, strong communication skills with intelligence, knowledge or experience are important to promote our personal achievements. Being able to communicate effectively, with the intention of having clarity and valid and real opinions in various ways and audiences of the most varied possible, is what makes you a unique person. It is also important to remember that communication is something we do whenever we come in contact with another person.

One thing I learned is that, in the absence of a brand, you are a commodity. You need to be a person known for his unique qualities, for his strengths and talents. This involves all aspects of your image, be it the quality of work, your behavior, good manners and style. A woman does not need to be beautiful, but she needs to be assembled with all the internal and external parts, besides being well groomed.

The way we dress up contributes or undermines the promotion of the brand image. The clothes that categorize us as sexual objects result in the inspection of the female body with sexual comments and jokes, which also implies sexual harassment and violence. Typical experiences that occur on social media when many women see themselves only as part and not as a whole, include pornography or sexual images broadcast in advertisements on the internet.

Knowing how to dress, without showing your body parts excessively, is a more decent way to earn people’s respect. In addition to that, it is important to stay within the limits of your personal style to maintain consistency, without wanting to be a personality that you are not.

As a woman, I see how we need to work harder and more intelligently than everyone else, because that way there are not many obstacles ahead, and the best way to move forward is to produce extraordinary work. I am concerned by my observation that support for guidance has been lacking among many women. We need to support each other to achieve good results, learning to ask for help and help each other.

O fetiche da autoajuda

Por Thais Oliveira

O maior fetiche que se tem na atualidade é a busca do bem-estar proporcionado pelo sucesso. E, muitos desnorteados utilizam como forma de abstrair a insatisfação que se tem com a própria vida, a busca pela literatura da autoajuda. A tendência absolutamente propagandeada nesse tipo de livro é  motivar a autoestima. Mas não devemos tratar com desdém achando que é um erro que tem como causa a insipiência. A filosofia também erra cada vez que entra em atrito com aquilo que foge à realidade propriamente dita, como a ideia de que a natureza humana seja boa em si e capaz de evoluir.  

De uns tempos para cá, tem surgido uma novidade no mundo contemporâneo quanto ao tema da moral. Como por exemplo, usar a expressão comportamento, em vez de costumes ou hábitos. É mais elegante falar em comportamento do que em ética. Isso talvez possa até fazer algum sentido para você, porque a palavra ética é um fio condutor de eletricidade, mas é melhor deixar pra lá, porque, apesar de haver muito falatório sobre o assunto, ninguém sabe na verdade o que é.

O coaching não se tornou, por causa das lacunas de referências morais ou espirituais, a mais nova maneira de ser politicamente correto em nossa sociedade “perdida”?

Não podemos deixar de refletir sobre a educação contemporânea, sobretudo para que as escolas sejam mais “solidárias”, diretores mais “gerentes”, os próprios professores mais “treinados” e a empresa, fora de suspeita.

Se por um lado, nasce na empresa o desejo de treinar um membro incompetente ou com baixa produtividade, mas que “não é culpado”, e, por assim dizer, seu chefe procura  “pagar” para que ele se torne um coachee, e “fique desenvolvido com o melhor de seus recursos” e ainda, sem que ele desconfie da ideia promissora de que ele foi treinado com as melhores intenções do mundo. Não é de se estranhar em chamar isso de uma nova forma de controle social que resultaria em novos padrões de comportamento?

Por outro lado, com o treinamento, “Não importa a garrafa em minha mão, o melhor mesmo é a gargalhada embriagada”. Em outras palavras, os métodos são uma mescla simplificada, para não falar confusa, de todos os tipos de técnicas, desde terapias comportamentais para serem “consumidas” rápida, fácil e diretamente, afim de transformar a sua vida  ou o seu trabalho num produto de alta satisfação.

Mas, calma! Existem treinadores e treinadores. Felizmente existem! Que de forma pessoal, sua prática é muito ética, que conhece a importância dos contratos para formar a ponte com o cliente, cujo treinamento rigoroso permite o aprofundamento na complexidade das coisas, correndo o risco  sempre de discordar, porque a vida é precisamente lacunas a serem preenchidas, e, principalmente, confronto.

Há algo mais nessa ideia de treinamento comportamental que possui como uma síntese a moral pública  que não se abstém do âmago da hipocrisia, portanto, não é nenhuma novidade fingir virtudes que não se tem. Quem camufla a infelicidade o tempo todo ou passa a ser legal e simpático não é percebido como hipócrita.

A ideia dessa lógica é você se enxergar como uma empresa, você precisa colocar uma planilha de gráficos do excel em sua vida e ter foco e meta, o que gera adoecimento. Esse mal estar romântico de colocar o olhar sempre para coisas positivas é achar que o vício em tecnologia é uma evolução da espécie.

Sem falar que esse otimismo  exagerado de que o ser humano é bom, remonta ao século XV com a filosofia de Pico Della Mirandola, para quem desejar saber mais, procure seu livro “Da Dignidade da Natureza Humana”, a ideia é de que o otimismo está na vontade de se acreditar num homem livre e autônomo.  

O cultivo da ciência como uma forma de conhecimento seguro do futuro humano, mediante o controle das experiências em laboratório, só fez com que se perdesse a essência humana de quem se é, para quem poderia vir a se tornar.

Aprecio o que Thomas Hobbes fala sobre a natureza humana que é egoísta, medrosa e traiçoeira, porque a vida, mediante às tragédias,  revela  sua precariedade essencial. Por isso que  esse filósofo já discursava que o homem é mau e a sociedade o faz menos mau.

A própria ideia de se dizer que todo mundo tem as mesmas competências ou habilidades  é uma grande falácia.  A indústria da autoajuda serve apenas para inflar o ego humano, porque na verdade é um produto grosseiro da velha natureza humana, a vaidade.

The self-help fetish

By Thais Rocholi

The biggest fetish we have today is the search for happiness. And, many bewildered seek to use as a way of abstracting the dissatisfaction they have with their own lives, the search for self-help literature. The absolutely widespread trend in this type of book is to motivate self-esteem. But we should not underestimate it, thinking that it is a mistake caused by insipience. Philosophy also makes mistakes whenever it comes into friction with that which escapes reality itself, such as the idea that human nature is good in itself and capable of evolving.

For some time now, there has been a novelty in the contemporary world regarding the theme of morals. For example, use the expression behavior, instead of customs or habits. It is more elegant to talk about behavior than ethics. This may even make some sense to you, because the word ethics is a conducting wire of electricity, but it is better not to mention it, because, despite being part of everyone’s speech, nobody really knows what it is.

Hasn’t coaching become, because of gaps in moral or spiritual references, the newest way to be politically correct in our “lost” society?

We can not fail to reflect on contemporary education, especially so that schools are more “solidary”, principals more “managers”, the teachers more “trained” and the company, out of suspicion.

If, on the one hand, the company is born with the desire to train an incompetent or low-productivity member, but who is “not to blame”, and so, his boss seeks to “pay” so that he becomes a coachee, and “becomes developed with the best of your resources “and still without him distrusting the promising idea that he was trained with the best intentions in the world through this training program. Isn’t it strange to call this a new form of social control that would result in new patterns of behavior?

On the other hand, with the training, “It doesn’t matter which bottle is in my hand, the best part is drunken laughter”. In other words, the methods are a simplified, not to mention confused, mix of all types of techniques, from behavioral therapies to be “consumed” quickly, easily and directly, in order to transform your life or work into a product of high satisfaction.

But, calm down! There are coaches and coaches. Fortunately there are! That in a personal way, his practice is very ethical, that he knows the importance of contracts to form the bridge with the client, whose rigorous training allows the deepening in the complexity of things, always running the risk of disagreeing, because life is precisely gaps to be filled, and, mainly, confrontation.

There is something more in this idea of ​​behavioral training that has public morality as its essence, which is still a hypocrisy, so it is nothing new to pretend virtues that you don’t have. Anyone who pretends to be happy all the time or to be nice and nice is not perceived as a hypocrite.

The idea of ​​this logic is that you see yourself as a company, you need to put an excel chart spreadsheet in your life and have focus and goal, which creates illness. This romantic malaise of always looking for positive things is to think that technology addiction is an evolution of the species.

Not to mention that this exaggerated optimism that the human being is good, dates back to the 15th century with the philosophy of Pico Della Mirandola, for those who want to know more, look for his book “Da Dignidade da Natureza Humana”, the idea is that optimism is willing to believe in a free and autonomous man. The cult of science as a form of secure knowledge of the human future, through the control of laboratory experiments, only lost the human essence of who you are to whom you could become.

I appreciate what Thomas Hobbes says about human nature that is selfish, fearful and treacherous, because life, through chaos, reveals its essential precariousness. That is why this philosopher was already saying that man is bad and society makes him less bad.

The very idea of ​​saying that everyone has the same abilities is a great fallacy. The self-help game serves only to inflate the human ego, because it is actually a crude product of the old human nature, vanity.

 

Orquídeas pela frente

orquidea
@thaisrocholi

Por Thais Oliveira

De uns meses para cá, tenho conhecido pessoas apaixonadas por flores e como sabem que também amo vida saudável, imersa em qualidade de vida, longe dos grandes centros urbanos, mas escondida no refúgio de uma zona natural de vez em quando, me pediram para que eu escrevesse sobre orquídeas. Vivo numa região de restinga da Mata Atlântica próxima ao mar, temos muitos cactos, bromélias e orquídeas e não há desculpas para caminhar com  quem entende do assunto e quando o tempo está bom, evitando-se aglomerações, as possibilidades se multiplicam.

As orquídeas engrandeceram a vida tal qual uma arte. Diferente das outras plantas, cada detalhe de sua vida, desde quando começa a germinar, passando pelo ciclo da frutificação foi cuidadosamente calculado, com tanta perfeição aproveitou-se das melhores condições da vida em comunidade, buscando os benefícios proporcionados pelos seus vizinhos, as vezes de forma sorrateira, ela se vincula totalmente à comunidade, sendo quase uma atitude de parasitismo para com o meio. É por esse motivo que as orquídeas são plantas de profunda sensibilidade a qualquer coisa que cause alteração ao equilíbrio em que vivem.

Existem vários tipos de ocasiões que se associam ao conceito de orquídea de tal forma que passa a influenciar no tratamento todo especial dedicado à estas plantas. O resultado disso é que poucas flores conseguiram, aos nossos olhos, adquirir tanta beleza e complexidade como as orquídeas, e esta característica não está restrita à somente algumas, mas se multiplicam em milhares de espécies desta planta. Para quem não sabe, as orquídeas são a maior família de plantas.

Estima-se, timidamente, que o número de espécies de orquídeas chegam à 35.000 espécies de diferentes formas e tamanhos, desde as que são do tamanho de um alfinete até aquelas que chegam a 4 metros de altura.

Atraentes e exóticas, as orquídeas são todas as plantas da família Orchidaceae, pertencente à ordem Asparagales, são plantas epífitas que vivem nas árvores das matas, necessitando da umidade para sobreviver, assim, elas se nutrem de  materiais orgânicos depositados no tronco.

Se você gostar de plantas, amar o cultivo da terra e desejar cuidar de orquídeas, você será um Orquidófilo e tal qual uma vocação que você descobre, poderá produzir comercialmente as orquídeas. Mas para isso, é imprescindível cuidar dessas fotogênicas plantas observando as estações do ano, buscando sempre utilizar um substrato,  para que elas prosperem na qualidade da capacidade de aeração e retenção de água e nutrientes, tenha um pH adequado, além de uma base consistente para o suporte, proporcionando melhores condições para o crescimento e florescimento das plantas.

Na adubação orgânica quase sempre é utilizado o Bokashi, um farelo que é colocado na borda do vaso para que durante os cuidados botânicos de se regar a orquídea, certamente atue em seu papel de liberar nutrientes para a planta. A aplicação que se recomenda é de uma colher de chá uma vez ao mês.

Também é possível produzir esta adubação em casa. Basta usar na floração  a canela em pó. Este alimento de perfume e sabor sem igual, tem propriedades antissépticas e impede eventuais infecções. Além  destes produtos, também se utiliza torta de mamona, farinha de osso e farinha de peixe. A aplicação desses nutrientes  também é de uma colher de chá uma vez ao mês.

Jamais exponha suas orquídeas diretamente ao sol, pois o sol diretamente pode  conspirar contra elas, deixe-as sempre à meia sombra, na umidade, pois as orquídeas, assim como outras flores, são capazes de absorver nutrientes tanto pelas raízes quanto pelas folhas!

Orchids from the front

By Thais Oliveira

For a few months now, I have known people in love with flowers and as you know that I also love healthy life, immersed in quality of life, away from the big urban centers, but hidden in the refuge of a natural area from time to time, they asked me to I write about orchids. I live in a restinga region of the Atlantic Forest close to the sea, we have many cacti, bromeliads and orchids and there is no excuse to walk with those who understand the subject and when the weather is good, avoiding crowds, the possibilities are multiplied.

Unlike other plants, every detail of your life, from when it begins to germinate, through the fruiting cycle, was carefully calculated, so perfectly it took advantage of the best conditions of community life, seeking the benefits provided by its neighbors, sometimes in a sneaky way, it is totally linked to the community, being almost an attitude of parasitism towards the environment. It is for this reason that orchids are plants with a deep sensitivity to anything that changes the balance in which they live.

There are several types of occasions that are associated with the concept of orchid in such a way that it starts to influence the special treatment dedicated to these plants. The result of this is that few flowers have managed, in our eyes, to acquire as much beauty and complexity as orchids, and this characteristic is not restricted to just a few, but multiply in thousands of species of this plant. For those who don’t know, orchids are the largest family of plants.

It is timidly estimated that the number of species of orchids reaches 35,000 species of different shapes and sizes, from those that are the size of a pin to those that reach 4 meters in height.

Attractive and exotic, orchids are all plants of the Orchidaceae family, belonging to the order Asparagales, they are epiphytic plants that live in the trees of the forests, needing moisture to survive, thus, they feed on organic materials deposited on the trunk.

If you like plants, love the cultivation of the land and want to care for orchids, you will be an Orchidist and just like a vocation you discover, you will be able to produce orchids commercially. But for this, it is essential to take care of these photogenic plants observing the seasons, always trying to use a substrate, so that they thrive in the quality of the aeration capacity and retention of water and nutrients, have an adequate pH, in addition to a consistent base for the support, providing better conditions for the growth and flowering of the plants.

In organic fertilization, Bokashi is almost always used, a bran that is placed on the edge of the pot so that during the botanical care of watering the orchid, it certainly acts in its role of releasing nutrients for the plant. The recommended application is one teaspoon once a month.

It is also possible to produce this fertilizer at home. Just use cinnamon powder when flowering. This unique perfume and flavor food has antiseptic properties and prevents any infections. In addition to these products, castor beans, bone meal and fish meal are also used. The application of these nutrients is also a teaspoon once a month.

Never expose your orchids directly to the sun, as the sun can directly conspire against them, always leave them in half shade, in the humidity, as orchids, like other flowers, are able to absorb nutrients from both the roots and the leaves!

Dados para que te quero?!

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imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Durante muito tempo, os futuristas digitais aspiravam por um mundo mais tecnológico, o objetivo é que aquilo que era inimaginável de acontecer se tornasse uma realidade, o que não tardou em acontecer.

Nossas experiências como indivíduos eram completamente diferentes de uns meses para cá, para algumas empresas, o processo foi tão dramático quanto a perda de milhões em faturamento.

Enquanto outros conseguiram lograr sucesso em negócios digitais, trilhando o caminho do trabalho remoto, porém, buscando uma imersão em mudanças rápidas. Provavelmente haverá mais problemas pela frente,  à medida que a poeira toma conta da economia global.

Geralmente, para haver uma mudança tecnológica no mundo, demora uns 10 anos, mas quando há uma força externa repentina, o futuro tecnológico da sociedade se acelera.

E assim, num mundo cada vez mais tecnológico impera a “Vigilância”. Seria uma palavra estranha?! Não se espante se observadores orwellianos estejam rastreando cada um de seus passos, com muita persistência e poder. Com tantas reações contrárias, por que não há uma resistência maior contra ameaças de vigilância?

Há uma razão para isso, a vigilância tecnológica é tão sorrateira que nos faz sentir um certo conforto, o que não nos assusta em saber que  os algoritmos e as pessoas nos observam.

Um exemplo disso é o Facebook, completamente íntimo para os usuários que estão bastante seguros no compartilhamento de informações para os amigos sem nem imaginar no “capitalismo de vigilância” dos dados coletados por esta empresa que analisa e monetiza tudo, sem que você saiba.

Na China, a experiência do uso  de tecnologia de reconhecimento facial em aeroportos e shows é um meio para se criar perfil racial, na Rússia que não é diferente, procuram por pessoas que se tenha “interesse” seja lá qual for. Tecnologias desse tipo talvez possam nos fazer onipotentes e poderosos, como só o fato de ficarmos livres de esperas em filas para resolver nossas coisas, já nos traz um certo conforto. Quanto mais familiar e benéfica uma tecnologia de vigilância como reconhecimento facial possa nos parecer, mais fácil é para as empresas de tecnologia, agências governamentais e empreendedores nos convencerem de forma passiva.

O mundo está caminhando na direção de fazer tudo online, numa velocidade jamais imaginada.

Tentar se desligar pode nos prejudicar, porém, enquanto  a  China vai introduzindo no mundo a tecnologia que tira a temperatura de uma nova pessoa infectada por COVID-19, não nos espantemos que para variar também tire uma foto.

Parece pouco? Quem utiliza fornece informações pessoais, como carteira de identidade, número de celular, endereço residencial, nome da empresa em que trabalha, endereço desta empresa, quando e como alguém entrou na região de um estado chinês, bem como o endereço da hospedagem, além de ter que explicar o motivo de sua viagem.

Com base em suas respostas, o aplicativo gera um código de cores.

Enquanto isso como eles utilizam estes dados?

Suas fotos ao serem escaneadas com reconhecimento facial são vendidas on-line, você é reconhecido até usando máscaras, não tem como escapar.

Metade dos rostos das pessoas que usam máscaras estão ocultos, mas seus dados pessoais ainda podem ter serventia ​​para os eventos emergenciais, como está acontecendo por lá, eles têm os dados de quem participa de manifestações nacionais, usam os caixas eletrônicos em áreas públicas, ou fazem pagamentos em terminais de segurança. Todas essas informações servem para se autenticar.

Tudo relacionado a entrada e saída de pessoas de suas residências é comprado pelo governo.

Uma novidade é que recentemente foi criado um aplicativo também no Japão, o “Name Vision”, em que se encontra tudo acerca de uma pessoa  só em digitalizar a foto usando a função da câmera do smartphone.

Se por um lado é educativo, contendo fotos de 300 pessoas que fazem parte da história nos livros do ensino fundamental e médio.  Necessário ficar alerta, pois basta digitalizar a foto de interesse, como: “Quem é essa pessoa?” “O ​​que ela  fez?”  que se consegue mais informações do que está listada nos livros.

Podendo também adicionar novas “faces” que não estão registradas.  Tenhamos um certo cuidado com que dados estamos fornecendo!

Data, what do I want you for?!

By Thais Rocholi

For a long time, digital futurists aspired to a more technological world, the goal is that what was unimaginable to happen would become a reality, which did not take long to happen.

Our experiences as individuals were completely different from a few months ago, for some companies, the process was as dramatic as the loss of millions in revenue.

While others have managed to succeed in digital business, treading the path of remote work, however, seeking an immersion in rapid change. There are likely to be more problems ahead as the dust grips the global economy.

Generally, for a technological change in the world, it takes about 10 years, but when there is a sudden external force, the technological future of society accelerates.

And so, in an increasingly technological world, “Surveillance” prevails. Was that a strange word ?! Don’t be surprised if Orwellian observers are tracking your every step, with a lot of persistence and power. With so many reactions, why is there no greater resistance against surveillance threats?

There is a reason for this, technology surveillance is so sneaky that it makes us feel a certain comfort, which does not scare us to know that the algorithms and people are watching us.

An example of this is Facebook, completely intimate for users who are quite secure in sharing information with friends without even imagining the “surveillance capitalism” of the data collected by this company that analyzes and monetizes everything, without your knowing it.

In China, the experience of using facial recognition technology in airports and shows, is a way to create a racial profile, in Russia it is no different, look for people who have “interest” whatever. Technologies of this type may perhaps make us omnipotent and powerful, as just the fact that we are free from waiting in lines to solve our things, already brings us a certain comfort. The more familiar and beneficial a surveillance technology like facial recognition may seem to us, the easier it is for technology companies, government agencies and entrepreneurs to passively convince us.

The world is moving towards doing everything online, at a speed never imagined.

Trying to shut down can hurt us, however, as China introduces the technology that takes the temperature of a new person infected with COVID-19 into the world and also varies a photo.

Seems little? Whoever uses it provides personal information, such as identity card, mobile phone number, home address, name of the company he works for, address of this company, when and how someone entered the region of a Chinese state, as well as the address of the accommodation, in addition to having to explain the reason for your trip.

Based on your answers, the app generates a color code.

Meanwhile how do they use this data?

Your photos that when scanned with facial recognition are sold online, you are recognized even wearing masks, there is no escape.

Half the faces of people wearing masks are hidden, but their personal data may still be useful for emergency events, as is happening there, they have the data of those who participate in national demonstrations, use ATMs in public areas , or make payments at security terminals. All of this information serves to authenticate yourself.

Everything related to the entry and exit of people from their homes is purchased by the government.

A novelty is that recently an application was also created in Japan, the “Name Vision”, where you can find everything about a person just scanning the photo using the smartphone’s camera function.

On the one hand, it is educational, containing photos of 300 people who are part of history in elementary and high school books. Just scan the photo of interest, such as: “Who is this person?” “What did she do?” that you get more information than is listed in the books.

You can also add new “faces” that are not registered. Let us be careful what data we are providing!

Isolamento Social na Perspectiva da Nova Ordem Mundial

 

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Imagem da internet.

Por Thais Oliveira

A palavra crise tem dois significados: “Perigo” e “Oportunidade”.

A Ordem Mundial de hoje nasceu no marco da era de grande poder e hegemonia na América, desde meados do século XX, sendo definida pelo desenvolvimento do capitalismo e pela expansão da democracia.

Os  Estados Unidos sempre controlaram as rotas comerciais, afim de levar a expansão seu poder militar, para se tornar o país com a moeda mais forte do mundo.

Ao analisar a situação da economia mundial, dado que ficamos vulneráveis às forças da natureza, como uma catástrofe de um apocalipse, nunca fomos tão frágeis. A morte se torna um pesadelo para muitos, estamos todos infectados pelo Covid-19, se não é em nosso corpo,  é mentalmente, ficamos limitados até de fazer planos de longo prazo em nossas vidas pessoais, sendo um dos reflexos dos impedimentos de planos estratégicos de governos e empresas. No mundo pós o Covid-19, vemos os Estados Unidos perderem sua posição de líder mundial livre e, ao mesmo tempo, correrem o risco de perder seus ideais constitucionais.

E como se não bastasse, o poder se concentra na China, que está se tornando cada vez mais poderosa com um sistema autoritário do capitalismo de estado.

A “Nova Ordem Mundial” está chegando após a pandemia, com várias coisas sendo direcionadas para um único ponto: a China. Isso é uma sociedade de vigilância ou solidariedade global?

A pandemia do Covid-19  é o marco de uma mudança brusca e radical na história da civilização. Inaugura-se aí um ciclo catastrófico ou, então, o ponto de inflexão para uma mudança profunda.

Ao se pensar no grito do presidente Donald Trump: “Que os EUA sejam uma grande nação novamente”, vemos que o país se tornou o lugar com mais pessoas infectadas e desempregadas  do mundo.

A pandemia do Covid-19 não se restringe a apenas uma mudança na ordem econômica do mundo, mas também  atinge o equilíbrio do poder da política internacional e o sistema de governança mundial.

E assim, vemos  o socialismo chinês agindo por trás da luta contra o Covid-19 como um tenebroso pesadelo.

Os socialistas chineses passaram a conter o vírus usando o Big Data, ignorando completamente a privacidade dos indivíduos. Todos os cidadãos são distribuídos como semáforos nas cores “verde”, “amarelo” e “vermelho” exibidos no smartphone. As autoridades  entendem e passam a gerenciar todos os comportamentos pessoais e tendências de compra. Essas fortes medidas de poder impediram a explosão da epidemia doméstica.

O mesmo se aplica a Rússia que não tarda em honrar a China. Por isso, pode-se entender a veneração da Rússia seguindo o caminho do socialismo ao estilo mais chinês possível e não da democracia ao estilo ocidental.

No Brasil, os limites dos poderes do Estado  que intencionam limitar o direito de ir e vir com liberdade de iniciativa econômica, sob a premissa de que se o isolamento é a estratégia correta, deve, portanto, ser voluntária. As cidades não podem ser um campo de concentração a céu aberto que se impõe a quarentena aos habitantes tal qual países como China e Rússia, pois o preço da liberdade é a eterna vigilância, uma vez que hoje o inimigo é o Covid-19, mas manhã poderá ser o comunismo, os traficantes e sabe-se lá o que mais.

O que você conclui a partir dessa perspectiva? Primeiramente, seria uma sociedade de vigilância totalitária ou o empoderamento de cidadãos individuais? Outra pergunta, seria um patriota isolado do mundo ou uma solidariedade global?

A China quer que deixemos de lado  seu posicionamento  como fonte global da pandemia para ser a única capaz de proteger o planeta Terra,  fornecendo suprimentos médicos para os países atingidos, e, depois, passa a desempenhar um papel importante da estratégia para conduzir a transformação numa história mais favorável e poderosa.

Qualquer que forem as estratégias, as forças capitalistas que “vencem” no final do século XX ainda não são os vencedores finais. Da mesma forma, as forças socialistas que “derrotaram” no final do século XX também não foram as derrotadas.

Social isolation from the perspective of the New World Order

By Thais Oliveira

The word crisis has two meanings: “Danger” and “Opportunity”.

Today’s World Order was born in the framework of the era of great power and hegemony in America, since the middle of the 20th century, being defined by the development of capitalism and the expansion of democracy.

The United States has always controlled trade routes, in order to lead its military power to expand, to become the country with the strongest currency in the world.

When analyzing the situation of the world economy, given that we are vulnerable to the forces of nature, like a catastrophe of an apocalypse, we have never been more fragile. Death becomes a nightmare for many, we are all infected with Covid-19, if it is not in our body, it is mentally, we are limited even to make long-term plans in our personal lives, being one of the reflexes of the impediments of strategic plans governments and companies. In the post-Covid-19 world, we see the United States losing its position as a free world leader and, at the same time, running the risk of losing its constitutional ideals.

And as if that were not enough, power is concentrated in China, which is becoming increasingly powerful with an authoritarian system of state capitalism.

The “New World Order” that is coming after the pandemic, with several things being directed to a single point: China. Is this a watchdog society or global solidarity?

The Covid-19 pandemic is the milestone of a sudden and radical change in the history of civilization. A catastrophic cycle is inaugurated there, or else the turning point for a profound change.

Thinking of President Donald Trump’s cry: “May the United States be a great nation again”, we see that the country has become the place with the most infected and unemployed people in the world.

The Covid-19 pandemic is not restricted to just a change in the economic order of the world, but it also strikes a balance between the power of international politics and the system of world governance.

And so, we see Chinese socialism at work behind the fight against Covid-19 as a dark nightmare.

Chinese socialists began to contain the virus using Big Data, completely ignoring individuals’ privacy. All citizens are distributed as traffic lights in the colors “green”, “yellow” and “red” displayed on the smartphone. The authorities understand and start to manage all personal behavior and buying trends. These strong measures of power prevented the explosion of the domestic epidemic.

The same applies to Russia, which does not delay in honoring China. Therefore, one can understand the veneration of Russia by following the path of socialism in the most Chinese style possible and not of democracy in the Western style.

In Brazil, the limits of State powers that intend to limit the right to come and go with freedom of economic initiative, under the premise that if isolation is the right strategy, it must, therefore, be voluntary. Cities cannot be an open-air concentration camp that quarantines people like China and Russia, as the price of freedom is eternal vigilance, since today the enemy is Covid-19, but morning it may be communism, drug dealers and who knows what else.

What do you conclude from that perspective? Firstly, would it be a totalitarian surveillance society or the empowerment of individual citizens? Another question, is it a patriot isolated from the world or global solidarity?

China wants us to let go of its position as a global source of the pandemic to be the only one capable of protecting planet Earth, providing medical supplies to the affected countries, and then it will play an important part of the strategy to drive the transformation into a more favorable and powerful story.

Whatever the strategies, the capitalist forces that “win” at the end of the 20th century are not yet the final winners. Likewise, the socialist forces that “defeated” at the end of the 20th century were also not defeated.

Saúde emocional em tempos de Covid-19

Cérebro-emocional
Imagem da internet.

Por Thais Oliveira

Vivemos em tempos de insegurança, medo, e, principalmente, incerteza, pois não sabemos quanto tempo durará esse exílio em casa imposto pelas autoridades de saúde. Qualquer que seja a doença, ela sempre  aparece, mas nunca achamos que vai acontecer com a gente. Agora isso é um problema de todo mundo. Não somos tão fortes ao ponto de não pegar o Covid-19, ou passar por desemprego ou crise financeira, dado que o cenário de temor é cada vez mais a nossa realidade.

Desde quando esse problema começou na China, todos os dias é anunciado um número de pessoas infectadas e mortas pelo vírus. Quando se trata de nosso emocional, ficamos deprimidos, e muitos vão em busca de mais notícias, espalhando informações pelas redes sociais.

Mas são dois extremos, se de um lado há desespero, do outro há indiferença que abunda  muito mais que as boas ações. Nem todos, porém, parecem estar cientes da gravidade. O conhecimento humano das coisas é bastante deficiente. O maior perigo é a ignorância quando vemos pessoas saindo de casa sem a devida proteção.

A verdade é que independentemente das medidas de contenção pandêmicas que comumente é divulgada pela mídia, especialmente dentro do aspecto do isolamento social, é possível que possamos usar de solidariedade com o próximo. Por esse motivo,  precisamos conscientizar dos perigos e  controlar o pânico gerado pela chegada do Covid-19 em nossas cidades.

Antes do Covid-19, era comum passar horas do dia no trânsito, horas no trabalho, gastar muito tempo em nossas atividades rotineiras que nunca acabavam. Essa sociedade que traz a conta  para sermos bem sucedidos em  todas as áreas de nossas vidas, o tempo todo ocupados, sempre  comunicativos, saudáveis e bem arrumados é a mesma sociedade que aponta de louco e preguiçoso quem decide ir devagar. E assim, vai surgindo cidadãos cheios de transtornos psicológicos, começando com a ansiedade.

Porém, além de buscar sobreviver em meio a guerra, a disputa agora é em que mundo passaremos a viver e que ser humano nos tornaremos quando passar essa pandemia. Talvez a resposta dependa da maneira como encaramos e vivemos  a pandemia. O depois, o pós-guerra global do nosso tempo dependerá do modo como optamos por viver a guerra.

Ao refletirmos quanto ao nosso modo de pensar, o “agora” passa longe.  Para o resto de nós, meros mortais supostamente espertos, no tempo em que vivemos, o pensamento que vigora é sempre no dia de amanhã, mas, raramente se pensa no segundo em que estamos para nos identificar se estamos bem quanto ao momento presente, talvez insignificante para alguns.

Quanto a isso, percebemos que a ansiedade é uma das maiores causas de epidemias no âmbito da saúde mental, perdendo apenas para a depressão.

Na  verdade, a ansiedade não é uma doença, mas um agrupamento de sintomas que alertam um problema desordenado em nosso universo interior. Assim, a avalanche de informações nos noticiários também afeta o emocional, causando pânico e perda de controle durante o dia a dia.

Em vista disso, da mesma forma que uma febre pode levar ao diagnóstico de alguma enfermidade em nosso organismo, como uma doença respiratória, a ansiedade pode revelar algum desequilíbrio em nossa esfera psíquica.

Ao pensar na palavra guerra, precisamos olhar cuidadosamente para o inimigo. Em outras palavras, o vírus não pensa, não tem moral e não tem livre-arbítrio. A única coisa que precisamos fazer é derrotá-lo em nossos corpos, paralisando-o para se preparar para o que virá, mas principalmente, não devemos nos identificar com o que nos faz mal. Nossas mentes precisam estar boas!

E você pode evitar o mal com o carinho e o afeto que nasce no coração de pessoas sofridas mediante tal situação, apenas isso é capaz de trazer o aprendizado da contagem de cada minuto vivido, na certeza de que a esperança pode nos aliviar.

Emotional health in Covid-19 times

By Thais Rocholi

We live in times of insecurity, fear, and, above all, uncertainty, as we do not know how long this exile at home imposed by health authorities will last. Whatever the disease, it always appears, but we never think it will happen to us. Now that’s everybody’s problem. We are not so strong as to not catch Covid-19, or go through unemployment or financial crisis, given that the scenario of fear is increasingly our reality.

Since when this problem began in China, a number of people are infected and killed by the virus every day. When it comes to our emotional, we get depressed, and many go in search of more news, spreading information on social networks.

But there are two extremes, if on one hand there is despair, on the other there is indifference that abounds much more than good deeds. Not everyone, however, seems to be aware of the severity. Human knowledge of things is quite deficient. The greatest danger is ignorance when we see people leaving home without proper protection.

The truth is that, regardless of the pandemic containment measures that are commonly disseminated by the media, especially within the aspect of social distance, it is possible that we can use solidarity with others. For this reason, we need to be aware of the dangers and control the panic generated by the arrival of Covid-19 in our cities.

Before Covid-19, it was common to spend hours of the day in traffic, hours at work, spending a lot of time on our routine activities that never ended. This society that brings the account for us to be successful in all areas of our lives, all the time busy, always communicative, healthy and well-groomed is the same society that points crazy and lazy who decides to go slow. And so, citizens appearing full of psychological disorders, starting with anxiety.

However, in addition to seeking to survive in the midst of war, the dispute now is in what world will we live in and what human beings will we become when this pandemic passes. Perhaps the answer depends on how we view and live the pandemic. The aftermath, the global post-war of our time will depend on how we choose to live the war.

As we reflect on our way of thinking, the “now” passes away. For the rest of us, mere mortals who are supposed to be smart, in the time we live in, the prevailing thought is always tomorrow, but we seldom think about the second we are in to identify whether we are right about the present moment, perhaps insignificant for some.

In this regard, we realize that anxiety is one of the biggest causes of epidemics in the field of mental health, second only to depression.

In fact, anxiety is not a disease, but a group of symptoms that alert a disorderly problem in our inner universe. Thus, the flood of information in the news also affects the emotional, causing panic and loss of control during the day to day.

In view of this, in the same way that a fever can lead to the diagnosis of some disease in our body, such as a respiratory illness, anxiety can reveal some imbalance in our psychic sphere.

When thinking about the word war, we need to look carefully at the enemy. In other words, the virus does not think, has no morals and has no free will. The only thing we need to do is to defeat it in our bodies, paralyzing it to prepare for what is to come, but mainly, we must not identify with what is bad for us. Our minds need to be good!

And you can avoid evil with the affection and affection that is born in the heart of people who suffer through such a situation, only this is able to bring the learning of the count of every minute lived, in the certainty that hope can relieve us.